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Aprovada reserva de vagas para quilombolas em concursos públicos

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Da Redação 

Com dispensa de pauta, o Projeto de Lei (PL) 06/2017 foi aprovado em primeira votação na sessão ordinária desta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A proposta estabelece a reserva de 20% das vagas disponíveis em comunidades quilombolas para candidatos reconhecidamente quilombolas nos concursos públicos do Estado de Mato Grosso. Caso aprovado em segunda votação, a lei poderá ser validada já para o concurso recém-lançado pelo governo para preenchimento de 5 mil vagas na área da educação.

O PL 06/2017 é de autoria de Oscar Bezerra (PSB) e visa garantir a permanência dos povos quilombolas em suas comunidades e também proporcionar a preservação cultural. De acordo com o deputado, após conversar com o secretário de Educação, Marcos Marrafon, e com o secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho, sobre a relevância do projeto, eles se comprometeram a dar celeridade à sanção e depois na inclusão do texto no edital do concurso.

“Se trata de uma dívida que temos com os povos quilombolas que fazem parte de nossa história e por muito tempo foram negligenciados. Além disso, com a contratação de quilombolas para trabalhar na comunidade, evita a evasão dos profissionais que são aprovados em concursos, mas não se adaptam, e ajuda a manter as tradições e os povos na comunidade”, defendeu.

O deputado Dr. Leonardo (PSD) destacou a importância do projeto como forma de compensação pela exclusão das pessoas oriundas dos quilombos. “Se trata da correção de uma injustiça, uma dívida que o Brasil tem como os povos negligenciados e contem conosco na luta pelo reconhecimento de direitos”, destacou.

Valdir Barranco (PT) também ressaltou que o projeto trata do reconhecimento desses povos e por isso é justa essa política de inclusão.

Atualmente existem em Mato Grosso cinco escolas públicas estaduais em comunidades quilombolas, localizadas em Barra do Bugres, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Serra Parque – Uma audiência pública será realizada no dia 4 de agosto para debater o futuro do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, bem como sua regulamentação. O requerimento foi apresentado pelo deputado Wancley Carvalho (PV), que compõe a comissão especial criada na Assembleia Legislativa sobre o parque.

O evento será realizado no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, onde está localizado o Parque Serra de Ricardo Franco. Segundo Wancley Carvalho, a audiência marca o início dos trabalhos de revisão dos limites da área. “Quando o parque foi criado, foram deixadas fora áreas com cachoeiras, áreas de preservação, e incluídas outras onde já havia produção agropecuária consolidada. Vamos envolver representantes de todos os segmentos para encontrar uma solução adequada”.

O deputado Dr. Leonardo afirmou que a intenção é realizar um debate amplo para uma saída que respeite a legislação ambiental, mas também o direto das pessoas à propriedade privada e à produção.

Pautas aguardadas – Será realizada na manhã desta quinta-feira (6) uma coletiva de imprensa para falar sobre a chegada de duas importantes mensagens do Executivo, a proposta de teto dos gastos e da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, confirmou a entrega dos textos ao Poder Legislativo e informou a presença do secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho.

Saúde – O deputado Wancley Carvalho anunciou, durante a sessão, que o Conselho Estadual de Saúde revogou a Portaria 111/2017, da Secretaria de Estado de Saúde, que reduzia o repasse de recursos para seis hospitais de 12 cidades mato-grossenses. Ainda na manhã desta quarta-feira (5), os deputados estaduais José Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB), Wancley Carvalho (PV), Guilherme Maluf (PSDB), Pedro Satélite (PSD), Dr. Leonardo (PSD), Eduardo Botelho (PSB), Saturnino Masson (PSDB) e Mauro Savi (PSB) se reuniram com representantes do Poder Executivo em busca de alternativas para evitar a redução.

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Justiça determina reforço no atendimento a alunos com deficiência

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá) obteve decisão favorável em Ação Civil Pública que busca garantir atendimento educacional e multiprofissional adequado a crianças e adolescentes com deficiência matriculados na rede municipal. Ao julgar o mérito da ação, a Justiça reconheceu a existência de deficiências na estrutura disponibilizada pelo município e determinou a adoção de medidas para assegurar a efetivação dos direitos desse público.A ACP foi proposta após o Ministério Público identificar insuficiência de profissionais e dificuldades no atendimento especializado de estudantes, especialmente daqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na sentença, o juízo destacou que “estão demonstradas circunstâncias suficientes para justificar a intervenção jurisdicional, diante da persistência de déficit no atendimento especializado de crianças e adolescentes com deficiência”.Conforme a decisão, o município deverá assegurar, no prazo de 120 dias, estrutura multiprofissional suficiente para atendimento da demanda existente. A determinação prevê a disponibilização de profissionais das áreas de psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicopedagogia e fisioterapia, entre outras especialidades que se mostrarem necessárias, cabendo à administração municipal definir os meios legais para viabilizar o serviço.A sentença também determinou a implantação, em até 180 dias, de programa de capacitação continuada para profissionais que atuam com crianças e adolescentes com TEA. A formação deverá contemplar o método de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e outras abordagens baseadas em evidências científicas, preservando a autonomia técnica dos profissionais quanto à definição da metodologia adequada a cada caso.Além disso, o município deverá adotar medidas para evitar a interrupção do atendimento especializado e apresentar, no prazo de 60 dias, um plano de ação detalhado contendo diagnóstico da demanda, identificação de eventuais déficits de profissionais, cronograma de execução das providências e indicadores de acompanhamento. Também será obrigatória a apresentação de relatórios trimestrais sobre o cumprimento das determinações judiciais.

Foto: Prefeitura Municipal.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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