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Após prisão do primeiro envolvido, empresário alvejado em assalto morre no hospital

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Da Redação

Após a prisão do primeiro suspeito da tentativa de latrocínio do empresário Carlos Lock, 62 anos, que foi baleado na última terça-feira (01) quando entrava em uma agência bancária para realizar depósitos, o Hospital Santa Helena, onde o empresário estava internado em estado grave anunciou sua morte.

Everton Tomar Farias de Barros, 30 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) na tarde desta quinta-feira (03), no bairro Itamarati, em Cuiabá.

O crime aconteceu na última terça-feira quando o empresário, que é proprietário de um posto de combustível havia ido até uma agência bancária na Avenida Fernando Correa, com uma mochila com dinheiro que seria depositado, no momento em que entrava no banco três indivíduos armados o abordaram.

De acordo com as informações, no momento que foi abordado pelos criminosos, um irmão da vítima teria entrado em luta corporal com os mesmos, posteriormente um dos bandidos disparou duas vezes contra o peito do empresário.

Segundo a polícia, Everton teria dado apoio a ação criminosa, ele estaria em um veículo Renault Logan, cor prata, que foi apreendido pela polícia. A Polícia Judiciária Civil (PJC) continua investigando o caso para chegar aos outros três envolvidos, um deles seria o autor dos disparos.

Em entrevista a nossa equipe de reportagem, o Soldado Brizola que atendeu a ocorrência no dia do crime, disse que a polícia foi acionada e quando chegou no local encontrou o empresário alvejado, de imediato uma equipe de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada onde prestou socorro a vítima. A polícia teria então realizado rondas pela região no intuito de localizar os suspeitos, porém sem sucesso.

Com a prisão do primeiro envolvido no caso, a polícia deverá chegar nos outros envolvidos a qualquer momento. Everton possui passagens por tráfico de drogas e violência doméstica. Há nossa equipe, ele negou as acusações.

 

 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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