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Após intensa investigação policiais prende acusados de matar e esconder corpo de mulher

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Da Redação

Após seis meses de intensa investigação para esclarecer um homicídio com ocultação de cadáver ocorrido na cidade de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá), a Polícia Civil do município, por meio da equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito policial com o indiciamento de três criminosos e representação das prisões preventivas, as quais foram decretadas pela Justiça.

Os três bandidos que tiveram a participação identificada no crime foram indiciados no inquérito policial pelo homicídio e dois deles também responderão pela ocultação de cadáver. O crime foi praticado no final do mês de agosto de 2020 contra a vítima Patrícia Gomes da Cruz de 39 anos.

Durante o trabalho investigativo, inicialmente presidido pelo delegado de polícia Pablo Borges Rigo, após registro do desaparecimento da vítima, incluindo medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário. Na ocasião, através de informações recebidas de terceiros, foi possível localizar o corpo de Patrícia e efetuar a prisão de três assassinos pela prática do crime de ocultação de cadáver.

Após os fatos instaurou-se o inquérito policial para apurar o crime de homicídio qualificado. No decorrer das investigações surgiram novos elementos informativos que apontaram o envolvimento de mais dois criminosos, tanto no crime de ocultação, quanto no crime de homicídio.

Durante os trabalhos também foi possível desvendar a dinâmica e os últimos momentos de vida da vítima.

Também foi dado o cumprimento de prisão temporária em desfavor de um dos investigados, em razão da representação feita durante o procedimento.

Investigação

Conforme apurado, a vítima foi atraída por um dos envolvidos, que era seu amigo íntimo, até a um determinado bairro da cidade. No local, um veículo com a segunda envolvida buscou a vítima e a levou para o local em que foi executada com um tiro na nuca. Na sequência, o corpo foi colocado no mesmo veículo e deixado o ponto onde foi encontrado.

Posteriormente a indiciada lavou o automóvel, fugiu para outra cidade, vendeu o bem e passou a mandar mensagens (utilizando outro número) para a família da vítima com o intuito de atrapalhar as investigações.

O terceiro envolvido foi indiciado em razão de ter mentido em seu interrogatório e ter, ciente do homicídio e previamente ajustado com os demais, dado todo o auxílio necessário para garantir a impunidade do crime, chegando a ser preso em flagrante pela ocultação.

Diante das provas obtidas, o delegado de polícia Allan Vitor Sousa da Mata, que assumiu a coordenação da investigação, relatou o inquérito com base na excepcional investigação conduzida pela equipe composta pelos escrivães e investigadores da Divisão de Homicídios. O procedimento foi encaminhou ao Judiciário com cópia para o Ministério Público Estadual para andamento do processo criminal contra os indiciados.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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