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Após cair em fazenda de MT, aeronave explode e mata passageiros

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Redação

Duas pessoas morreram carbonizadas ontem (10) ontem à tarde, após uma aeronave de pequeno porte cair na zona rural de Araguaiana, a 563 km de Cuiabá. O avião se dirigia a Goiânia, e parou o motor logo após a decolagem, caindo a aproximadamente 500 metros após a pista, constatações feitas pelo Corpo de Bombeiros local. Socorridos por testemunhas, os outros dois passageiros {José Ricardo Quixabeira Padilha, 27, e Giuliana Nunes de Aquino, 20) se encontram internados em estado grave. Ambos são funcionários da Fazenda Boa Vista, localizada a 80 km da sede do município.

Em estado de choque e gritando de dor, em face da gravidade das queimaduras, os jovens mal conseguiam falar algo no momento em que foram retirados da aeronave em chamas. Os paramédicos constataram suspeita de fratura pélvica em Giulina Aquino. Já Ricardo Quixabeira Padilha, apresentou queimaduras mais graves, de 2º grau, além de quebrar dentes e fraturar braço esquerdo e dedo mindinho.

Foi acionada a equipe de Perícia Oficial e Identificação Técnica e Serviço de Busca e Salvamento da Força Aérea  Brasileira para investigar as causas do acidente. Os destroços da aeronave serão recolhidos e levados para análise em Brasília-DF.

 

 

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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