Mato Grosso
Adolescente grávida e mais duas pessoas morrem em acidente na MT 010
Mato Grosso
Da Redação
Na tarde desta terça-feira (04), três pessoas morrem em um grave acidente entre um veículo, Volkswagen Gol branco e um caminhão Mercedes-Bens, na MT010, estrada da Guia. No carro, estavam uma adolescente grávida, um homem e uma mulher, que não resistiram o impacto.
O aumento de acidentes de transito com mortes fatais tem crescido assustadoramente nas rodovias do estado de Mato Grosso. Estatística da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta aumento no número de acidentes nas rodovias de Mato Grosso.
Somente no 1° de março a 30 de abril deste ano, foram registrados 98 acidentes graves com 39 mortos e 81 feridos com gravidade. No mesmo período de 2019 foram 75 acidentes graves, 34 mortes e 77 pessoas feridas gravemente nas rodovias federais de Mato Grosso.
E mais uma vez, um acidente de transito mata três pessoas, nesta tarde (04). De acordo com as informações preliminares, o caminhão transportava peças de cama, mesa e banho, e o Gol seguia no sentido oposto ao caminhão trafegando em “zigue-zague”, o caminhoneiro tentou desviar do carro, mas acabaram colidindo frontalmente. Após o choque, os dois veículos saíram da pista.
Devido ao forte impacto, as três pessoas dentro do Gol ficaram presas as ferragens e morreram na hora, o carro ficou completamente destruído e o caminhão com a frente amassada. Segundo as informações de populares que passaram pelo local, o caminheiro sofreu apenas escoriações.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência. Os Investigadores da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) acompanham os trabalhos na região e aguardam informações preliminares da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que dará base às investigações.
Apesar de 3 vítimas estarem no carro, os bombeiros encontraram 5 carteiras de identidade.
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Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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