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Adolescente é resgatada após ser sequestrada e torturada por organização criminosa em Sinop

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Da Redação

A Polícia Militar interviu a morte de uma adolescente que havia sido sequestrada, espancada e torturada por um grupo de pessoas de uma organização criminosa, na noite da ultima terça-feira (16), em Sinop (a 479 km de Cuiabá). Seis pessoas foram detidas em flagrante por participação no crime.

Por volta das 20 horas, os policiais militares foram acionados via 190, para verificar uma ocorrência em que uma pessoa estava sendo espancada, no bairro Belverede. De imediato, a PM foi verificar a denúncia, localizando a vítima e os suspeitos.
O grupo se dispersou e fugiu ao perceber a aproximação da viatura; quatro fugiram em um carro Gol e outros dois em uma motocicleta. A adolescente foi atendida pela PM. A menor de idade que chorava e gritava apresentava muitas lesões e hematomas pelo corpo.

A vítima contou que está ficando com um homem, e que foi fazer uma faxina da residência dele, quando um dos suspeitos chegou na casa procurando pelo seu namorado. A adolescente respondeu ao suspeito que ele não estava. Ela permaneceu limpando o imóvel, quando horas depois, ela foi surpreendida por um grupo de pessoas que a sequestraram.

A adolescente relatou que o grupo a levou para um lugar de mata, escuro e passou a ser espancada com socos, chutes e pauladas. Os suspeitos roubaram seu celular e teriam lhe ameaçado de morte. De acordo com a vítima, todos os participantes do crime pertencem a uma organização criminosa.

O grupo teria falado à vítima que o namorado dela estava devendo entorpecente a facção, ela afirma que foi ameaçada pelo próprio homem que esteve na residência procurando pelo seu namorado.

Durante diligências, os policiais prenderam quatro pessoas no bairro Bom Jardim. Três homens e uma mulher estavam no automóvel. Ainda na mesma região, a PM prendeu mais um casal em uma motocicleta. Todos foram reconhecidos pela vítima e conduzidos à delegacia. A ocorrência foi entregue à Polícia Judiciária Civil.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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