Mato Grosso

Acusado de feminicídio contra empresária se entrega a polícia

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Mato Grosso

Da Redação

Valdir Gomes de Lima, 48 anos, apontado como autor do feminicídio da namorada, a empresária, Maria Lúcia Lustosa Sabino, 54 anos, se entregou a polícia na tarde desta terça-feira (17) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O crime ocorreu no último sábado (14) no apartamento da vítima no bairro Jardim Imperador, em Várzea Grande. Valdir teria matado a namorada asfixiada após uma discussão.

Quem encontrou o corpo da empresária foi um sobrinho que foi até o local e após bater na porta desconfiou que algo teria acontecido e arrombou a porta, após adentrar no apartamento encontrou Maria Lúcia morta em cima da cama.

De acordo com o laudo pericial, a empresária já estava morta a pelo menos dez horas. Desde o início das investigações o principal suspeito da morte da empresária era o namorado, que de acordo com as informações, teria sido visto saindo do apartamento da vítima por volta das 3h da manhã, hora apontada como sendo o momento que a empresária foi morta.

Logo depois de ter cometido o crime, Valdir teria confessado o crime a um amigo através de um aplicativo de mensagens instantâneas, onde ele dizia que teria matado Maria Lúcia e que iria se matar posteriormente. No dia do crime foram realizadas diligências no intuito de localizar o suspeito porém o mesmo não havia sido localizado.

Após ouvir testemunhas, na última segunda-feira (16), Eliane Moraes, delegada responsável pelo caso, levantou elementos comprobatórios, e em posse das provas iniciais, a justiça expediu uma ordem de prisão provisória contra o suspeito.

Valdir se apresentou na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na tarde desta terça-feira, após a apresentação do suspeito a ordem de prisão foi cumprida. No interrogatório o suspeito confessou que que matou a namorada após uma discussão. De acordo com Valdir, a vítima teria começado a xinga-lo, e após as palavras ele teria se descontrolado e sem pensar esfaqueou Maria Lúcia.

Com a prisão temporária de Valdir Gomes de Lima, o crime continua a ser investigado e o mesmo deve responder pelo crime de feminicídio, além disso, a prisão provisória deverá ser revertida em definitiva pela justiça, já que o acusado confessou a autoria do crime.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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