Mato Grosso

Ação Popular quer ‘barrar’ aposentadoria de conselheiro afastado pelo STF

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Mato Grosso

 Da Redação

 

 

Uma Ação Popular com pedido de Tutela Especifica para suspender a aposentadoria do conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, foi proposta pelo jornalista Claúdio Roberto Natanal Júnior.

A revelação foi feita hoje, 26, no programa TV Daqui – veiculado ao Vivo na Televisão Brasil Oeste (canal 08) e apresentado pelos jornalistas Pedro Ribeiro e Laerte Lannes.

A ação que ja tramita na Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular de Cuiabá, tem como juízes titulares, os juízesLuís Aparecido Bertolucci Júnior e Célia Regina Vidotti. Na ação o jornalista cita que o conselheiro afastado participou de um ´esquema´ de lavagem de dinheiro com o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o empresário Wanderley Fachetti Torres(O Wanderley da Trimec), sócio da construtora Trimec.

Segundo o jornalista, a acusação teria sido feita pelo ex-procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot e consta – afirma Claúdio Natal – na decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (SRF), que determinou a abertura de inquérito para investigar os envolvidos, após a delação do ex-governador Silval Barbosa.

Na delação, Silval revela que em 05 de Julho de 2012, Antônio Joaquim e a esposa, Tânia Isabel Moschini Moraes, firmaram um contrato de compra e venda de uma propriedade de Wnderley da Trimec. “Tal contrato teve o intuito de omitir o nome de Silval, ocultando a condição de proprietário do imóvel”, diz a delação e em uns dos trechos da Açao Popular.

O jornalista também cita na Ação Popular o pedido de ´achaque´ de R$ 53 milhões, feito por Antônio Joaquim e pelos conselheiro também afastados pelo STF, Valter Albano, Waldir Teiss, José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo parafazerem vistas ‘grossas’ na fiscalização de quase R$ 2 bilhões das obras da Copa do Mundo realizado em Cuiabá em 2014, além de oferecerem vantagens fazendo ouvidos ´mouros´ na dinheirama sobre os incentivos fiscais e o Programa MT Integrado, e que deveriam ter sido fiscalizado com afinco pelos conselheiros, mas, foram aprovadas em troca de pagamentos de propinas para os representantes da corte.

Antônio Joaquim que é acusado pela PGR por corrupção/extorsão, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra a ordem tributária, passou a pertencer desde o inicio da operaçãoMalebolge – desencadeada no dia 13/09, pela Polícia Federal – a infame categoria dos homens públicos cujo poder era ilimitado, (por caso do foro por prerrogativa de função que tinha) é hoje cai na esparrela como das piores figuras públicas na história política de Mato Grosso.

E ainda como o pior presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE). No pedido da Ação Popular, Antônio Joaquim estaria impedido de se aposentar, sem antes responder por um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). “Requer a expedição de fotocópia deste processo a Corregedoria do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, para fins de abertura de sindicância, PAD, e apuração dos fatos graves cometidos pelo Requerido no uso do Cargo”, diz uns dos trechos da Ação Popular. O pedido do jornalista requer ainda que o governo de Mato Grosso seja multado caso acate o pedido de aposentadoria de Joaquim.

O documento ainda pede que todo o processo seja encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) e Procuradoria Geral do Estado (PGE) para apurar todas as denúncias contra o conselheiro. A cassação da aposentadoria de Antônio Joaquim relembra a cassação do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, condenado a 26 anos e meio de prisão pelo desvio de cerca de R$ 170 milhões – cerca de R$ 1 bilhão atualizados, segundo a Procuradoria da República -, das obras do Fórum Trabalhista da Capital de São Paulo.

Em decisão unânime, os ministros mantiveram a cassação da aposentadoria do ex-juiz. Aos 85 anos, o ex-juiz não recebe os vencimentos de sua aposentadoria desde outubro de 2000. Além do caso do juiz Nicolau, há casos julgados como os conselheiros afastados por corrupção do estado de Goias e que tiveram a aposentadorias cassadas, cita o jornalista Cláudio Natal, na Ação Popular.

 

 

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Mato Grosso

Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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