Mato Grosso
Ação conjunta entre policiais Gefron e Goiás realizam apreensão de 63 kg de pasta base de cocaína
Mato Grosso
Da Redação
Uma ação conjunta entre policiais da Fronteira resultou em uma apreensão de um carregamento de 63 kg cocaína, avaliado em R$ 2 milhões.
A ocorrência foi registrada no último domingo,14, durante uma operação contra o tráfico internacional de drogas na região Sudoeste de Goiás. Na ocasião, o Gefron atuava como força de apoio ao estado vizinho.
A droga estava sendo transportada em compartimentos ocultos de uma pick-up Fiat/Strada de cor branca e teria como destino a cidade de Rio Verde (GO). A carga de entorpecentes e o veículo foram encaminhados para a Polícia Federal em Jataí (GO), e o condutor foi autuado em flagrante e vai responder por tráfico internacional de drogas.
Ainda em Goiás, na cidade de Goianira (GO), no último sábado (13), a operação conjunta entre o Gefron , a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) e o Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de Goiás, resultou na apreensão de mais 17 kg de pasta base de cocaína, cinco tabletes de maconha, além de um revólver calibre 38.
Após a abordagem, o motorista do veículo tentou fugir e um dos ocupantes atirou contra as equipes policiais, atingindo a porta de uma das viaturas. O motorista acabou perdendo o controle do veículo, saindo da pista. Ao descerem, os ocupantes do veículo novamente atiraram contra as equipes de segurança e durante a troca de tiros, um dos suspeitos foi alvejado de raspão, sendo posteriormente atendido e medicado.
O prejuízo ao crime, totalizando os entorpecentes, a arma e o veículo chegam a aproximadamente R$ 389 mil. Os suspeitos e todo material apreendido foram encaminhados para a Central de Flagrantes da cidade de Trindade (GO) para as providências que o caso requer.
Droga apreendida em Pontes e Lacerda
Também no sábado, outra equipe do Gefron em ação conjunta com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), ROTAM, Canil e Polícia Penal do município, também realizaram uma apreensão de três quilos de pasta base de cocaína, em Pontes e Lacerda.
A abordagem ocorreu a um motorista de caminhão, que havia escondido a droga em uma caixa de ferramentas, camuflada por uma carga de carvão. Diante dos fatos o caminhão, o condutor e a droga foram conduzidos para Delegacia de Polícia Civil da cidade de Pontes e Lacerda-MT para as devidas providências.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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