Mato Grosso
Ação conjunta apreende caminhão carregado com quase 245 quilos de drogas
Mato Grosso
Da Redação
Um caminhão com quase 245 quilos de drogas foi apreendido na tarde do ultimo domingo (28.02), no município de Sapezal (a 559 km de Cuiabá). A droga estava escondida em um compartimento secreto do reboque. A ação foi desencadeada pelo Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), Polícia Federal (PF) e a 6º Companhia do 7º Comando Regional da Polícia Militar, que chegou ao suspeito após denúncia anônima.
De posse da informação de que uma carreta estava trafegando no município com uma grande quantidade de droga, os policiais começaram a fazer o patrulhamento para encontrar o veículo com as informações citadas.
Por volta das 15h30, foi encontrado o caminhão. Ao realizar a busca veicular, o entorpecente foi localizado. O suspeito, que não tem antecedentes criminais, foi preso e encaminhado para a delegacia da Polícia Federal e o entorpecente foi apreendido. Somente nesta ação, a estimativa de prejuízo ao crime ultrapassa os R$ 8 milhões.
Já na sexta-feira (26.02), durante patrulhamento em Porto Esperidião (a 328 km ao Oeste de Cuiabá), os policiais do grupamento fizeram a abordagem a um caminhão com quatro ocupantes.
Durante checagem, via sistema, foi constatado que o veículo tinha queixa de roubo, registrada horas antes, no munícipio de Cáceres. Aos policiais, o condutor confirmou que o caminhão seria levado para a Bolívia.
Os quatro homens foram presos e encaminhados para a Delegacia Especial de Fronteira (Defron) e o caminhão foi apreendido.
Foragido
No sábado (27.02), em Cáceres, um homem com mandado em aberto foi preso na região do Posto do limão. A abordagem ao susspeito aconteceu no final da manhã, na BR-070.
O homem, que tem passagem por tráfico de drogas e ameaça, foi preso e encaminhado para a Defron.
Mato Grosso
MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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