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Calor e estiagem aumentam risco de animais peçonhentos dentro de casas; CCZ-VG orienta moradores

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Com o período de estiagem, as altas temperaturas e o aumento das queimadas, moradores de Várzea Grande devem redobrar os cuidados para evitar a presença de animais peçonhentos dentro de casa e nos quintais. Escorpiões, aranhas, lacraias, abelhas e até serpentes podem deixar seus ambientes naturais em busca de abrigo, água, alimento e locais mais frescos.

Segundo a bióloga Thayse Oliveira, do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), o calor intenso e as queimadas contribuem para deslocar esses animais para áreas urbanizadas. O crescimento das construções e a existência de terrenos baldios, entulhos, lixo e locais com acúmulo de materiais também oferecem condições favoráveis para que encontrem abrigo e alimento.

“Assim como a gente procura uma sombra, uma água ou um lugar mais fresco nesse período de calor, os animais também procuram esses locais. Com as queimadas, eles acabam deixando o ambiente natural e chegando mais perto das residências”, explica a bióloga.

Escorpião lidera notificações

Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que o escorpião é o principal responsável pelos acidentes com animais peçonhentos registrados no município.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram notificados 60 casos de picadas de escorpião em Várzea Grande. No mesmo período do ano passado, foram 88 registros.

Na sequência, aparecem os acidentes envolvendo abelhas, com 23 notificações em 2026, contra 21 em 2025; aranhas, com 22 casos, contra 19 no ano passado; e serpentes, com 14 registros, o dobro dos sete casos registrados em 2025.

De acordo com o CCZ-VG, os acidentes estão distribuídos pelo município, mas a Região 1 concentra a maior frequência de notificações. A área compreende localidades como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, parte do Ponte Nova e Manga.

O que atrai o escorpião para dentro de casa?

A presença de baratas é um dos principais fatores que podem favorecer o aparecimento de escorpiões. Isso porque a barata é uma das principais fontes de alimento desses animais.

Por isso, manter o ambiente limpo e eliminar possíveis abrigos é fundamental. Entulhos, telhas empilhadas, restos de madeira, folhas acumuladas, materiais de construção e outros objetos deixados no quintal podem se transformar em esconderijos.

“Quando fazemos uma vistoria, uma das primeiras coisas que perguntamos é se há problema com baratas. Muitas vezes verificamos caixas de gordura e outros pontos onde elas podem estar. Se existe alimento e abrigo, o animal encontra condições para permanecer naquele local”, explica Thayse.

A orientação da bióloga é adotar o que a equipe chama de “técnica dos quatro As”: abrigo, acesso, alimento e água. A prevenção consiste em eliminar ou reduzir essas quatro condições para dificultar a permanência dos animais.

Cuidados simples ajudam a prevenir acidentes

A população deve manter os quintais limpos, evitar o acúmulo de entulhos e materiais, manter as lixeiras fechadas e controlar a presença de insetos, especialmente baratas.

Também é importante:

  • manter ralos protegidos ou tampados;
  • vedar frestas e buracos em paredes, pisos e portas;
  • evitar que roupas, toalhas e cobertas fiquem amontoadas no chão;
  • verificar os calçados antes de colocá-los;
  • sacudir roupas e toalhas antes de usá-las;
  • evitar camas encostadas diretamente na parede;
  • não deixar mosquiteiros ou cobertas de berços e camas arrastando no chão;
  • manter trepadeiras e plantas próximas às janelas sob controle;
  • usar calçados fechados e luvas adequadas ao trabalhar no jardim;
  • nunca colocar as mãos em buracos, frestas ou locais onde não seja possível visualizar o interior.

Os cuidados devem ser redobrados durante a noite, principalmente com os escorpiões, que possuem hábitos predominantemente noturnos e costumam sair de seus esconderijos para buscar alimento.

Escorpiões podem entrar pelo sistema de esgoto

Segundo a bióloga, ralos e tubulações estão entre as possíveis portas de entrada desses animais nas residências. Casas próximas a terrenos baldios também exigem atenção especial.

A recomendação é manter uma faixa limpa junto aos muros, evitando o acúmulo de materiais e vegetação que possam servir como abrigo.

O uso indiscriminado de venenos também não é recomendado como principal estratégia de controle. Segundo Thayse, produtos químicos podem desalojar os animais sem necessariamente eliminá-los, fazendo com que mudem de esconderijo e possam acabar entrando na residência.

A melhor estratégia é retirar as condições que favorecem a permanência do animal no ambiente.

Encontrou um escorpião? Cuidado

Caso um morador encontre um escorpião, a orientação é não tentar pegá-lo diretamente com as mãos. Mesmo aparentemente morto, o animal pode permanecer capaz de causar um acidente.

Se for seguro fazê-lo, o morador pode recolher o animal com extremo cuidado e acondicioná-lo em um recipiente adequado para identificação. Quando houver recorrência do aparecimento de animais peçonhentos, o CCZ-VG pode ser acionado para orientar e realizar uma vistoria no imóvel. O número do WhatsApp para contato é (65) 98476-5719.

A equipe verifica as condições do ambiente e identifica possíveis fatores que estejam atraindo ou oferecendo abrigo aos animais.

Em caso de picada, procure atendimento

Em caso de acidente com animal peçonhento, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Em Várzea Grande, o Pronto-Socorro Municipal possui estrutura para atender ocorrências dessa natureza, inclusive com medicamentos e soros específicos, quando indicados.

O soro não é necessário em todos os acidentes. A necessidade de utilização e a gravidade do caso devem ser avaliadas por um profissional de saúde, considerando os sintomas apresentados, a idade e as condições clínicas da pessoa.

Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem atenção especial.

O tamanho do animal também não determina, sozinho, a gravidade do acidente. Um animal pequeno pode provocar consequências importantes, especialmente em crianças, dependendo da espécie e das condições da vítima.

Quatro espécies de escorpião de importância médica

No Brasil, existem quatro espécies de escorpiões consideradas de importância para a saúde pública: Tityus serrulatus, conhecido como escorpião-amarelo; Tityus bahiensis, o escorpião-marrom; Tityus obscurus, conhecido como escorpião-preto-da-Amazônia; e Tityus stigmurus, o escorpião-amarelo-do-Nordeste.

Segundo Thayse, três dessas espécies são encontradas em Mato Grosso. A identificação pode ser difícil a olho nu, já que algumas espécies apresentam características muito semelhantes. Por isso, a população não deve tentar determinar a espécie apenas pela coloração ou aparência do animal.

Prevenção é a principal arma

Para o Centro de Controle de Zoonoses, a principal medida de prevenção é tornar o ambiente menos atrativo para esses animais.

Manter a casa e o quintal limpos, eliminar entulhos, controlar insetos, fechar possíveis acessos e evitar o acúmulo de água e materiais são atitudes simples que ajudam a reduzir o risco de acidentes.

Durante o período de seca e queimadas, a atenção deve ser redobrada, principalmente porque a combinação de calor, perda de habitat e busca por alimento e abrigo pode aproximar ainda mais esses animais das áreas habitadas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Ação da Prefeitura libera calçadas e recebe aprovação de moradores em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá intensifica a ação Mobilidade em Ordem, com foco no combate à obstrução de calçadas e espaços públicos por veículos abandonados, sucatas e automóveis utilizados irregularmente como extensão das atividades comerciais de oficinas mecânicas e sucatões na capital.

Nesta quinta-feira (15), fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e equipes da Secretaria Municipal de Segurança Pública retornaram a três estabelecimentos denunciados por obstrução de calçadas e vias públicas. Os pontos fiscalizados estão localizados no bairro CPA II e na região da Avenida Jurumirim, nas proximidades do Contorno Leste.

A iniciativa dá continuidade à ação de orientação realizada em 1º de outubro. Na primeira vistoria, foram identificados 15 veículos em estado de abandono. No retorno, as equipes constataram que apenas três permaneciam nos locais fiscalizados, indicando avanço na desobstrução dos espaços públicos.

De acordo com o secretário adjunto da Sorp, Max Aguiar, a maioria dos veículos foi retirada após a primeira abordagem. “Fizemos o retorno aos pontos dos bairros Dr. Fábio I e II e notamos que 90% dos veículos abandonados nas calçadas haviam sido retirados. Apenas as sucatas que estavam na lateral de uma área verde continuavam no local. A Semob fará a retirada posteriormente”, explicou.

Durante a fiscalização, um veículo foi removido na Rua Amapá, no CPA II. Nas proximidades do linhão, no bairro Dr. Fábio, um estabelecimento de compra e venda de sucatas foi notificado por armazenar materiais e veículos próximo a um córrego, em desacordo com o artigo 538 da Lei Complementar nº 004/1992.

Uma oficina mecânica também foi notificada por utilizar irregularmente o passeio público para estacionar ou armazenar veículos. A infração foi enquadrada no artigo 241 da mesma legislação municipal.

A fiscalização foi bem avaliada por moradores e comerciantes da região próxima ao estabelecimento de sucatas, especialmente em razão de problemas como o acúmulo de lixo e entulho, a presença de animais transmissores de doenças e a queima de fios, que provoca fumaça intensa. Durante a ação, uma comerciante, identificada pelas iniciais M.C., relatou os transtornos enfrentados pela vizinhança. “Esse local fica cheio de mosquitos, ratos atravessando a rua e vindo para cá, baratas, que é direto. De vez em quando, ele toca fogo e a gente amanhece o dia com aquela fumaceira, queimando os fios para tirar o alumínio. Fica aquela fumaça imensa”, contou.

Desde o início da ação Mobilidade em Ordem, em setembro deste ano, as equipes já realizaram fiscalizações em estabelecimentos dos bairros Paiaguás, Santa Isabel e Cidade Verde, além de atender a denúncias pontuais feitas pela população. A força-tarefa combina orientação e fiscalização para garantir a acessibilidade, a segurança dos pedestres e a conservação dos espaços públicos, além de coibir atividades irregulares que possam causar danos ambientais.

Como denunciar

A população pode denunciar veículos abandonados em vias públicas por meio do Web Denúncias da Sorp, disponível no portal https://sorp.cuiaba.mt.gov.br. Na plataforma, o cidadão deve acessar a aba “VEÍCULO ABANDONADO NA VIA PÚBLICA (SORP/SEMOB)” e preencher o formulário de denúncia, com o auxílio de inteligência artificial (IA) ou manualmente. É importante informar o endereço, anexar fotos, indicar pontos de referência e fornecer outras informações relevantes para subsidiar a ação fiscalizatória no local.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) também recebe denúncias pelo Fiscalizap, no telefone (65) 99235-6950, e pela Ouvidoria, pelo telefone (65) 3324-9184 ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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