Cidades
146 profissionais aprovados em concurso da saúde são convocados em VG
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Da Redação
A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos autorizou a convocação de 146 profissionais da área de saúde pública, aprovados no concurso realizado no primeiro semestre de 2018, portanto, antes de completar dois anos da realização do maior concurso público da cidade.
“Nossa intenção sempre será no sentido de melhorar a saúde pública e outras áreas consideradas essenciais”, disse a prefeita de Várzea Grande lembrando que com este chamamento, todos os aprovados para médicos foram convocados e a Saúde já promove a convocação também de classificados.
Com essa última convocação, Várzea Grande, já chamou 93% do total de aprovados e 10% daqueles considerados classificados.
“A área de saúde tem uma demanda profissional sempre crescente e a preocupação para que os futuros servidores da mesma estejam preparados para enfrentar a rotina do Sistema Único de Saúde – SUS que é o maior plano de saúde do mundo aonde se encontram inseridos todos os mais de 211 milhões de brasileiros e brasileiras”, disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes.
Entre os novos 146 aprovados e convocados para assumir suas funções na Saúde de Várzea Grande, estão cirurgiões, anestesistas, clínicos, médicos neonatologistas, Oftalmologistas, Veterinário, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Psicólogos, Enfermeiros, Técnico em Radiologia, Agente Administrativo e Agente de Segurança e Manutenção.
“Essa convocação demonstra que a administração pública municipal cumpre com as determinações legais de substituir os contratados, ou seja, aqueles que estão como contrato temporário, para serem substituídos pelos aprovados no concurso público, legalizando a situação e demonstrando que os contratos existem diante da premente necessidade por profissionais desta área tão essencial”, explicou Diógenes Marcondes.
Ele frisou ainda que o planejamento da prefeita Lucimar Sacre de Campos para a área de saúde, prevê para o ano de 2020, a inauguração de seis novas unidades em diversas regiões da cidade e que reforçarão a Atenção Básica, setor aonde 90% dos problemas de saúde são solucionados, deixando as unidades de urgência e emergência como o Hospital Pronto Socorro e as UPAs atendam apenas aqueles casos mais preocupantes e de alto risco para a saúde das pessoas.
“Na realidade quando a prefeita Lucimar Sacre de Campos assumiu a administração municipal de Várzea Grande, a situação era caótica, e muito se avançou e melhorou, mas falta atingir outros importantes índices de atendimento a população”, explicou o secretário, sinalizando que ainda no primeiro semestre três novas unidades já estarão funcionando e atendendo a população com uma saúde humanizada e presente.
Lucimar Campos lembrou que o concurso público foi realizado para oxigenar as carreiras do serviço público municipal, gerar emprego e renda e principalmente para atender a demanda sempre crescente por novos profissionais, principalmente nas áreas da saúde e da educação como também em outras ações de atuação da Prefeitura de Várzea Grande.
“Estamos cumprindo nosso papel enquanto gestora e sempre temos colocado que os servidores públicos são peças importantes para que os serviços sejam levados a contento para atender as demandas da população”, concluiu a prefeita.
Foto: SECOM-VG
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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado
O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.
Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.
Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.
“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”
Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.
“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”
A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.
“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”
A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.
“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.
Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.
A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.
Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.
“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”
O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.
“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”
Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.
“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”
Nota na íntegra:
Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.
Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.
A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.
Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.
Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.
Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.
O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.
Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.
Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.
Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.
Marcelo Maluf
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