Mato Grosso
10º Batalhão de Polícia Militar recupera SW4 roubada ontem da Primeira Dama de Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Policiais do 10º Batalhão de Polícia Militar recuperaram hoje, na Rua das Camélias, 625, Jardim Cuiabá, a caminhonete SW4 Toyota, carro oficial roubado ontem, às 15h, no bairro Duque de Caxias. No veículo estavam o motorista, a Primeira Dama do município cuiabano, Márcia Pinheiro, e uma assessora. Eles se deslocavam à Secretaria Municipal de Saúde (próxima dali) para atender compromisso. Além da caminhonete, os assaltantes também levaram a bolsa de Márcia Pinheiro, contendo documentos e outros pertences. Nenhuma das vítimas foi agredida pelos assaltantes.
O Prisma GM vermelho, utilizado pelos bandidos como suporte, também foi localizado pela Polícia no mesmo endereço. Ninguém foi preso até o momento, mas a Polícia já dispõe de imagens das câmeras de vigilância pública, somando-se a pistas que podem levar à identificação dos criminosos.
Em nota, a Prefeitura informou que a Primeira Dama Márcia Pinheiro, que exerce uma série de ações sociais no município. Antes de chegar à Secretaria de Saúde, ela passou por uma clínica na região do Duque de Caxias. “A Primeira Dama exerce intensa função social: e articuladora dos programas Siminina, Qualifica 300, Hotel Albergue e outras iniciativas de cunho voluntário”.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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