Esporte
Willian volta após oito meses e lamenta falta de mais um ‘golzinho’ do Palmeiras
Esporte
Festejado, atacante entrou no final do 1 a 0 sobre o Inter: ‘Dava para ter beliscado mais um golzinho’, diz
Da Redação
A vitória do Palmeiras sobre o Internacional por 1 a 0, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, marcou o retorno do atacante Willian aos gramados. O atacante não atuava desde a penúltima rodada do Brasileirão de 2018, quando se machucou ao dar o passe para o gol do título. Ele foi bastante aplaudido pela torcida, que chegou a gritar “Willian Bigode”. Willian entrou aos 43 minutos do segundo tempo no lugar de Zé Rafael.
“Desde a notícia da minha lesão, eu tive o apoio de todos. Primeiramente uma gratidão enorme a Deus, a minha família e a todos que fizeram parte da minha recuperação, todo o estafe do clube”, disse o jogador que sofreu grave lesão no joelho.
Sobre a partida, Willian lamentou algumas chances que a equipe desperdiçou principalmente no segundo tempo da vitória sobre o Internacional. “Jogamos com intensidade. Poderíamos ter aproveitado um ou outro contra-ataque. Acho que dava para ter beliscado mais um golzinho”, brincou o atacante.
O atacante reconheceu a importância do resultado na busca por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. “Foi uma grande vitória. Sabíamos da dificuldade que iríamos encontrar. A equipe do Internacional é de muita qualidade, uma equipe que compete muito, como a nossa. Conseguimos um placar importante”, diz o atacante.
Atualmente, Deyverson tem sido escalado como titular, com Borja sendo a opção imediata para a posição de centroavante. Willian também pode atuar como atacante aberto pelo lado do campo.
Agora, o Palmeiras volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Neste sábado, o time terá pela frente o clássico contra o São Paulo no Morumbi. “Agora é colocar o foco no Campeonato Brasileiro, contra o São Paulo. Depois, lá em Porto Alegre, tenho certeza que será um grande jogo e que poderemos sair com a classificação”, afirmou Willian.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,willian-volta-apos-oito-meses-e-lamenta-falta-de-mais-um-golzinho-do-palmeiras,70002917328
Foto: JF Diorio/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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