VÁRZEA GRANDE

Subcomandante da Guarda Municipal de Várzea Grande conquista medalha de bronze

O subcomandante não recebeu apenas apoio de seus familiares e amigos, mas também do prefeito Kalil Baracat, que parabenizou o atleta por sua performance exemplar.

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Esporte

Foto: SECOM VG

No último final de semana, o subcomandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Alexander Gouveia Ortiz, brilhou mais uma vez no cenário do Jiu-Jitsu ao conquistar o terceiro lugar na categoria GI peso Médio da faixa Marrom, no renomado Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Esportivo CBJJE – Juvenil, Adulto e Master 2023. O evento, que reuniu milhares de competidores, foi realizado no ginásio Ibirapuera, em São Paulo.

Alexander, que já havia se consagrado bicampeão mundial nos anos de 2019 e 2020, além de ter conquistado o título de campeão brasileiro em sua categoria, mostrou novamente toda sua habilidade e dedicação no tatame. Com uma performance impecável, o atleta representou orgulhosamente o município de Várzea Grande, deixando sua marca no campeonato nacional.

Em entrevista após a conquista da medalha de bronze, Alexander expressou sua satisfação e alegria: “Estou extremamente feliz com o resultado obtido no Campeonato Brasileiro. Dedico essa conquista a todos que me apoiam e acreditam em meu trabalho. É uma honra representar Várzea Grande e a Guarda Municipal nesse esporte que tanto amo”.

O subcomandante não recebeu apenas apoio de seus familiares e amigos, mas também do prefeito Kalil Baracat, que parabenizou o atleta por sua performance exemplar. “Alexander é um exemplo de dedicação e superação. Sua conquista no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu é motivo de orgulho para toda a cidade. A Guarda Municipal de Várzea Grande se alegra em ter um profissional tão talentoso e comprometido. Parabéns, Alexander”.

Além do destaque individual de Alexander, Mato Grosso também se destacou no campeonato, com mais de 90 atletas representando o estado. A equipe mato-grossense conquistou o primeiro lugar geral na categoria NO GI, sem kimono, e ficou em décimo lugar na categoria GI, com kimono. Ao todo, foram obtidos 130 pontos na categoria GI, com seis medalhas de ouro, sete de prata e 20 de bronze. Na categoria NO GI, foram 192 pontos, garantindo o primeiro lugar, com oito medalhas de ouro, 13 de prata e 26 de bronze.

O Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Esportivo CBJJE – Juvenil, Adulto e Master 2023 é um evento de grande importância para a modalidade, reunindo atletas de diversas regiões do país. Além disso, a premiação nas principais categorias, que somaram mais de R$ 50 mil reais, estimula os competidores a continuarem suas carreiras tanto nacional quanto internacionalmente.

SECOM/VG

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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