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STF restaura comando da CBF: Ednaldo Rodrigues reassumirá a presidência
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Em um desdobramento recente e de grande significado para o futebol brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de uma liminar proferida pelo Ministro Gilmar Mendes, reestabeleceu nesta quinta-feira (04.01), Ednaldo Rodrigues no cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão reverte a suspensão do mandato de Rodrigues, que havia sido afastado desde o início de dezembro do ano passado.
A presidência de Ednaldo Rodrigues havia sido interrompida após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspender o acordo firmado entre a CBF e o Ministério Público, um pacto que foi crucial para a eleição de Rodrigues. A liminar concedida por Mendes anula, portanto, a eficácia da decisão do TJRJ.
Um dos argumentos-chave apresentados por Gilmar Mendes para fundamentar sua decisão foi a preocupação com as consequências das sanções da Fifa ao futebol brasileiro. De acordo com a liminar, a Fifa não reconhece a administração do interventor José Perdiz, que estava no comando da CBF desde o afastamento de Rodrigues. A entidade máxima do futebol alertou sobre o risco de impor penalidades ao Brasil, incluindo a suspensão da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais de competições organizadas tanto pela Fifa quanto pela Conmebol.
“Essa advertência da Fifa colocou em xeque a participação brasileira em eventos internacionais de grande relevância, como as competições Conmebol e até a inscrição da Seleção no Torneio Pré-Olímpico para Paris 2024, caso esta fosse efetuada pelo interventor”, destaca o texto da liminar.
O alcance da liminar será mantido até que o plenário do STF analise o caso em profundidade, o que ainda não possui um calendário estabelecido.
A reviravolta judicial ocorreu após ação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF. O partido argumentou que a decisão do TJRJ violava a autonomia das entidades esportivas. Tanto a Procuradoria-Geral da República quanto a Advocacia-Geral da União já tinham se posicionado favoravelmente ao retorno de Rodrigues.
Com essa decisão, a CBF e o futebol brasileiro recebem um alívio significativo, evitando possíveis cenários de isolamento internacional, e Ednaldo Rodrigues, agora respaldado pela mais alta corte do país, volta ao comando da entidade máxima do futebol nacional.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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