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Sob pressão, Santos cede empate ao Barcelona-EQU na Libertadores

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Alvinegro leva empate por 1 a 1 para o jogo de volta, pelas quartas de final

Da Redação

 

O Santos saiu na frente contra o Barcelona na noite desta quarta-feira, mas não resistiu à pressão no segundo tempo e cedeu o empate, por 1 a 1, em Guayaquil, no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Mesmo cedendo a igualdade, o time brasileiro está em vantagem contra o rival equatoriano por ter marcado gol fora de casa.

O gol de Bruno Henrique, aos 50 segundos da etapa final, dá ao Santos a vantagem de jogar por um empate sem gols no jogo da volta, na Vila Belmiro, na próxima quarta. Igualdade por dois ou mais gols garante o Barcelona nas quartas de final, contra o vencedor do duelo brasileiro entre Botafogo e Grêmio.

Sob forte pressão em Guayaquil, o Santos aguentou firme as investidas e as provocações do rival do Equador durante a maior parte do jogo. Porém, cedeu o empate aos 33 minutos do segundo tempo, em lance de cobrança de escanteio. Nos instantes finais, o Barcelona teve chances para virar, mas a defesa santista se segurou bem, garantindo o 17º jogo de invencibilidade na temporada.

O JOGO

Apesar de entrar em campo com uma formação mais ofensiva, com três atacantes (Thiago Ribeiro no lugar do machucado Copete), o Santos começou atrás e mostrou cautela nos primeiros 20 minutos de jogo, em que o Barcelona tentou impor pressão. Recuado, o time brasileiro praticamente jogou “nas cordas”, segurando-se como podia, invariavelmente contando com milagrosas defesas de Vanderlei.

Além de contar com a grande atuação do goleiro, o Santos recebeu ajuda inesperada dos próprios jogadores do Barcelona, que se desentendiam com facilidade na defesa, até com socos. Aos poucos, o Santos ganhava espaço no campo. A partir dos 30 minutos, o jogo ganhava em equilíbrio, graças principalmente às investidas do time brasileiro pela esquerda, com Bruno Henrique.

O time, contudo, seguia apostando nos contra-ataques. E o trio ofensivo não atuava em sincronia, dependendo de algum arroubo individual para a definição. O placar inalterado ao fim do primeiro tempo acabou ficando de bom tamanho para o Santos.

A segunda etapa começou com gol santista. Logo aos 50 segundos, Lucas Lima cobrou falta na área, David Braz escorou de cabeça e Bruno Henrique só mandou para as redes. A defesa equatoriana parou para pedir impedimento inexistente do atacante, que estava atrás da linha da bola no momento da cabeçada do zagueiro.

O jogo, então, se tornou mais tenso. O Barcelona passou a abusar das jogadas mais violentas enquanto provocava os jogadores do Santos e sofria a pressão das arquibancadas. Como resultado, a partida ficou truncada no meio-campo.

Principal alvo da defesa equatoriana, Lucas Lima não foi poupado nas faltas. Numa delas, foi ao chão com a mão na coxa esquerda e deixou o gramado logo em seguida, dando lugar a Jean Mota. O meia virou dúvida e preocupação imediata para a comissão técnica e para a torcida santista.

Sem Lucas Lima, o Santos perdeu força no meio-campo, mas não deixou de ameaçar o gol de Banguera. Aos 30, na melhor oportunidade após o gol, Kayke caprichou na cobrança de falta e exigiu linda defesa do goleiro equatoriano.

A resposta dos anfitriões veio três minutos depois. Díaz cobrou escanteio na área e Jonathan Alvez se antecipou à marcação para desviar de cabeça e empatar o jogo. Daí em diante, o Barcelona se jogou para o ataque e o torcedor santista respirou aliviado a cada finalização para fora e a cada boa defesa de Vanderlei.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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