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Sem favorito, Cruzeiro e Flamengo decidem o título da Copa do Brasil

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Após empate por 1 a 1 no Rio, equipes se enfrentam no Mineirão nesta quarta-feira

Da Redação

 

Cruzeiro e Flamengo fazem nesta quarta-feira, às 21h45, a grande final da Copa do Brasilem uma partida sem favorito. Após empate em 1 a 1 no jogo de ida, no Rio, e sem o critério do gol qualificado, levantará o troféu de mais de 11 quilos dedicado ao vencedor o time que conseguir a vitória por qualquer placar. Em caso de nova igualdade, o campeão será conhecido nos pênaltis. A expectativa para o jogo é grande e a decisão pode estabelecer recorde de público no “novo” estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

Os dois técnicos não confirmaram as equipes, sendo que o maior mistério está com o Cruzeiro do técnico Mano Menezes. “O único jogador que está confirmado é o Alisson”, despistou o treinador nesta terça-feira. “Os demais eu me reservo no direito de passar uma hora, uma hora e quinze (minutos antes do jogo). Dúvida por dúvida, os dois lados têm bastante”.

A maior dúvida fica no ataque, mas a tendência é que Raniel seja o escolhido para iniciar a partida. Rafael Sóbis e o uruguaio Arrascaeta, autor do gol do Cruzeiro no jogo de ida no estádio do Maracanã, devem esperar por uma chance no banco de reservas.

No Flamengo, a surpresa pode estar no retorno de Everton ao ataque. O jogador não atua há duas semanas em função de uma lesão muscular na panturrilha, mas no último treino antes da decisão ele foi a campo e participou normalmente do aquecimento – a imprensa não teve acesso à parte final da preparação. “Everton trabalhou normal, com bola no campo, sem problema”, revelou o técnico colombiano Reinaldo Rueda logo após a atividade. “Amanhã (quarta-feira) tomaremos a decisão se pode iniciar ou se será alternativa”.

O treinador colombiano prevê uma final equilibrada. “É mérito dos dois times pelos seus caminhos. Passaram por jogos difíceis para chegar nessa parte importante. O Cruzeiro tem grande história, está em grande momento e tem um grande técnico”, ponderou.

Caso conquiste a Copa do Brasil, o clube mineiro chegará a cinco conquistas e se igualará ao Grêmio como o maior vencedor da competição. O Flamengo, por sua vez, vai em busca da quarta taça.

Todos os ingressos para a partida foram vendidos e o público poderá ser superar aos 58.141 pagantes que estabeleceram o recorde de presença no Mineirão desde que ele foi reformado para a Copa do Mundo de 2014. A marca foi estabelecida na semifinal do Mundial, quando o Brasil levou 7 a 1 da Alemanha.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO x FLAMENGO

CRUZEIRO – Fábio; Ezequiel, Léo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique, Hudson, Robinho, Thiago Neves e Alisson; Raniel. Técnico: Mano Menezes.

FLAMENGO – Alex Muralha; Rodinei, Réver, Juan e Pará; Cuéllar, Willian Arão e Diego; Berrío, Everton (Lucas Paquetá) e Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda.

ÁRBITRO – Luiz Flávio de Oliveira (Fifa/SP).

HORÁRIO – 21h45.

TRANSMISSÃO: Globo, Sportv e Fox Sports

LOCAL – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro e Gilvan de Souza/Flamengo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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