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Seleção Brasileira decepciona mais uma vez e perde para Colômbia

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Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira foi derrotada pela Colômbia por 2 a 1, na quinta rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. O gol da Seleção foi marcado por Martinelli, enquanto Luis Díaz fez os dois gols colombianos.

Com esse resultado, a Seleção permanece com sete pontos e ocupa a quinta posição na tabela, enquanto a Colômbia sobe para o terceiro lugar, com nove pontos. A equipe de Fernando Diniz agora acumula três jogos sem vitória, tendo empatado com a Venezuela e perdido para o Uruguai.

O próximo compromisso do Brasil será contra a Argentina, no Maracanã, no Rio de Janeiro, na próxima terça-feira. Apesar de jogar fora de casa, a equipe brasileira mostrou determinação desde o início da partida. Renan Lodi e Vini Jr tiveram boas chances de marcar antes que Martinelli abrisse o placar aos três minutos.

A Colômbia reagiu com um chute de Castaño que foi defendido por Alisson e com uma jogada perigosa de Luis Diaz. O Brasil teve chances de ampliar com Rodrygo e James Rodriguez também assustou o gol de Alisson. No segundo tempo, a Seleção voltou mais incisiva no ataque, mas não conseguiu converter as oportunidades em gol.

Aos 29 minutos, a Colômbia empatou com Luis Diaz aproveitando um cruzamento de Borja. Pouco tempo depois, os colombianos viraram o jogo com Díaz marcando novamente. Apesar das alterações feitas por Diniz, a Seleção não conseguiu reverter o placar e sofreu sua segunda derrota nas Eliminatórias.

FICHA TÉCNICA

COLÔMBIA 2 X 1 BRASIL

Local: Estádio Metropolitano, em Barranquilla, na Colômbia
Data: 16 de novembro de 2023, quinta-feira
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Andrés Matonte (URU)
Assistentes: Nicolás Tarán (URU) e Martín Soppi (URU)
VAR: Leodán González (URU)
Cartões amarelos: Sánchez (Colômbia); Renan Lodi, Pepê e Fernando Diniz (Brasil)

GOLS:

COLÔMBIA: Luis Díaz (aos 29 e 33 minutos do 2°T)
BRASIL: Gabriel Martinelli (aos três minutos do 1°T)

COLÔMBIA: Vargas; Muñoz, Lucumí, Dávinson Sánchez, Machado (Cristian Borja); Mateus Uribe (Sinisterra), Carrascal (Richard Ríos), Castaño (Lerma); Santos Borré (Córdoba), James Rodríguez e Luis Díaz
Técnico: Néstor Lorenzo

BRASIL: Alisson; Emerson Royal, Marquinhos, Gabriel Magalhães (Douglas Luiz) e Renan Lodi (Pepê); André e Bruno Guimarães; Raphinha (Endrick), Rodrygo (Paulinho), Vinícius Júnior (João Pedro) e Gabriel Martinelli
Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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