"Projeto Olimpus"

Secel divulga resultado do edital Bolsa Técnico 2022

Classificados têm até 22 de novembro para protocolar termo de concessão de auxílio na Secel

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Esporte

Foto: João Felipe/Secel-MT

O resultado do edital Bolsa Técnico 2022 já está disponível no site da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O documento, publicado nesta sexta-feira (11.11), apresenta a relação dos 65 técnicos selecionados nas categorias Base, Nacional e Internacional. Acesse o resultado aqui.

Os técnicos classificados deverão enviar, à Secretaria adjunta de Esporte e Lazer da Secel, até o dia 22 de novembro, o Termo de Concessão de Auxílio, disponível para download aqui. O documento deverá ser impresso, preenchido com todas as informações solicitadas e assinado. Deixar apenas a data em branco.

O termo poderá ser protocolado, presencialmente, de 08h às 18h, ou enviado pelo Correio, no seguinte endereço: Arena Pantanal, setor Oeste, 3º andar (acesso pelo portão 01 – ao lado da piscina), na Avenida Agrícola Paes de Barros, S/N – Bairro Verdão – CEP 78.030.210, Cuiabá – Mato Grosso.

A segunda edição do edital, que também faz parte do projeto Olimpus – MT, recebeu um incremento nos valores das bolsas e acrescentou mais uma categoria. Nas categorias Nacional e Internacional, os técnicos irão receber auxílios mensais de R$ 1,5 mil e R$ 2 mil reais, respectivamente. A nova categoria, Técnico Base, beneficiará treinadores com o auxílio financeiro mensal de R$ 1 mil.

Serviço
Resultado final do edital Bolsa Técnico 2022 – Projeto Olimpus – MT
Prazo para protocolar o Termo de Concessão de Auxílio: até 22 de novembro de 2022
Acesso ao edital, anexos e resultados: http://www.secel.mt.gov.br/editais-esporte-e-lazer
Informações: pelo e-mail: projetoolimpus@secel.mt.gov.br ou pelo telefone (65) 3613-4948

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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