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Secel convida municípios a sediarem Jogos Escolares da Juventude 2019

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Da Redação

 

A edição de 2019 dos Jogos Escolares da Juventude já está com seu calendário definido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).  Neste ano, a etapa regional – que envolve todos os municípios e regiões do Estado – está garantida na programação. Para complementar o calendário, a organização faz o chamamento para que os municípios manifestem até o dia 28 de fevereiro seu interesse em sediar os Jogos.  

“Sabemos da importância da realização dos Jogos Escolares da Juventude para a inclusão social e crescimento pessoal dos jovens esportistas e para a formação de base na revelação de novos talentos”, explica o secretário adjunto de Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves. 

Ele afirma ainda que com a definição do calendário 2019, será possível atuar junto aos municípios para definição das sedes dos Jogos. “Estamos satisfeitos por conseguir voltar a incluir a etapa regional no calendário, pois asseguramos que todas as cidades mato-grossenses possam estar envolvidas na programação”.

Já em abril, os municípios da região esportiva Leste, da qual fazem parte Água Boa, Barra do Garças, Querência e Torixoréu, dentre outros, darão início à fase regional.  De maio até a primeira quinzena de julho, a etapa de competição regional prossegue nas outras nove regiões esportivasde Mato Grosso.

As equipes classificadas avançam para a etapa estadual, que tem início a partir da segunda quinzena de julho e segue até setembro. Nas duas etapas, participarão estudantes com idades entre 12 e 17 anos, que são divididos em duas categorias. Adolescentes de 12 a 14 anos fazem parte das equipes da Categoria B. Já categoria A agrupa os jovens com idade entre 15 e 17 anos.

Em setembro e em novembro, ocorrem as etapas nacionais organizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).  Acesse aqui o calendário completo.

Para sediar os jogos

Entre os requisitos, o município deve enviar, até o dia 28 de fevereiro, um ofício assinado pelo prefeito direcionado à Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer. A fim de adiantar e agilizar o processo, esse documento deve ser encaminhado também para o e-mail desportoelazer@secel.mt.gov.br.

Os municípios-sede firmarão um termo de cooperação com o Estado em que se comprometem a providenciar os instrumentos locais para viabilização da competição, como locais dos jogos e de alojamentos para as delegações e ainda organização do cerimonial de abertura. 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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