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São Paulo volta a perder para o Bahia e é eliminado na Copa do Brasil

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Após vencer por 1 a 0 no Morumbi, Bahia repete o placar na Arena Fonte Nova e está nas quartas de final da Copa do Brasil

 

Da Redação

Na mesma noite em que o técnico Rogério Ceni celebrou o título da Copa do Nordeste com o Fortaleza, seu terceiro à frente do clube em um ano e meio, o São Paulo amargou mais uma eliminação. Nesta quarta-feira à noite, o time perdeu novamente por 1 a 0 para o Bahia, na Fonte Nova. Agora, até dezembro o clube terá apenas o Brasileirão para disputar.

Foi a 22.ª queda do São Paulo em mata-matas desde o último título, a Copa Sul-Americana em 2012. A reação precisará ser rápida, já que no domingo o time do técnico Cuca recebe o Cruzeiro, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. A equipe está em quarto lugar, com 11 pontos. O Bahia, por sua vez, aguarda o sorteio para saber quem enfrentará nas quartas de final da Copa do Brasil.

O JOGO

O São Paulo precisava de ao menos um gol para conseguir a vaga, e Cuca mudou o ataque. Alexandre Pato, que admitiu ainda não estar 100% fisicamente, deu lugar a Helinho. No meio, Hernanes voltou a ser titular. As mudanças, porém, não surtiram efeito: o São Paulo novamente teve dificuldades para levar perigo ao adversário.

No Bahia, Roger Machado apostou mais uma vez em um meio de campo com três volantes e três atacantes que saíam rapidamente em contra-ataque. E a estratégia funcionou: aos oito minutos do segundo tempo, Artur desarmou Toró, avançou em cima de Arboleda e tocou para Ernando bater na saída de Tiago Volpi. Sim, o zagueiro do Bahia acompanhou a jogada e apareceu para marcar.

Antes de sofrer o gol, o São Paulo tinha tido a melhor chance da partida. Não por conta de alguma jogada trabalhada, e sim em um chute de fora da área de Helinho, que explodiu no travessão aos 35 minutos.

A equipe paulista tinha dificuldades para atacar, mas também pouco sofria. A melhor chance do Bahia no primeiro tempo foi em contra-ataque de Gilberto, que carregou sozinho, passou por três marcadores e foi travado por Hernanes na hora da finalização.

Na etapa final, Pato entrou na vaga de Everton, que sofreu uma pancada na cabeça e foi encaminhado a um hospital. Não deu nem tempo de saber se a mudança iria melhorar o São Paulo, já que o Bahia abriu o placar e fechou-se ainda mais.

Cuca colocou Igor Gomes e Nenê, e o São Paulo tentou pressionar. A equipe do Morumbi tinha a posse de bola, girava o jogo de um lado para o outro, mas não conseguia furar a marcação adversária. Quando a torcida do Bahia já gritava “olé” nas arquibancadas, a situação ficou ainda mais complicada para a equipe paulista em campo.

Aos 42, Arboleda agarrou Fernandão na entrada da área e cometeu falta. No primeiro momento, o zagueiro levou o cartão amarelo, mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique foi chamado para ver o vídeo do lance e expulsou o jogador, que se despede para disputar a Copa América.

O São Paulo esteve entregue nos minutos finais e chegou a quatro partidas sem marcar sequer um gol, o maior jejum desta temporada.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 1 X 0 SÃO PAULO

BAHIA: Douglas, Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Moisés; Gregore, Douglas Augusto (Flávio) e Elton; Artur, Élber (Arthur Caíke) e Gilberto (Fernandão). Técnico: Roger Machado.

SÃO PAULO:  Tiago Volpi, Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Hudson (Igor Gomes), Tchê Tchê e Hernanes; Everton (Alexandre Pato), Helinho (Nenê) e Toró. Técnico: Cuca.

GOL: Ernando, aos oito minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO: Marcelo de Lima Henrique (RJ).

CARTÕES AMARELOS: Douglas Augusto (Bahia); Igor Vinícius, Bruno Alves, Hudson, Reinaldo (São Paulo).

CARTÃO VERMELHO: Arboleda (São Paulo), aos 42 minutos do segundo tempo.

PÚBLICO: 36.016 pagantes.

RENDA: R$ 995.799,00.

LOCAL: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,sao-paulo-volta-a-perder-para-o-bahia-e-e-eliminado-na-copa-do-brasil,70002849135

Foto: Felipe Oliveira/Bahia

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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