Esporte
São Paulo vence o Coritiba com time reserva em noite de chuva no Morumbi
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O São Paulo se beneficiou do título da Copa do Brasil, pois mesmo com uma equipe reserva, venceu o Coritiba por 2 a 1 em um Morumbi chuvoso e festivo.
Essa vitória pôs fim a uma série de oito jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e colocou o time de volta à parte de cima da tabela. Com o resultado, o São Paulo assumiu a 10ª posição com 31 pontos, enquanto o Coritiba continua na lanterna com 14 pontos.
No jogo, o São Paulo dominou o 1º tempo, teve dois gols anulados, mas conseguiu abrir o placar com Alan Franco, seguido pelo empate do Coritiba com Slimani. No final do primeiro tempo, Luciano converteu um pênalti e recolocou o São Paulo na frente. Na segunda etapa, com o gramado encharcado, as chances de gol foram escassas e o placar não foi alterado.
Destacam-se as atuações de James Rodríguez, que quase marcou um gol no primeiro minuto, mas foi anulado pelo VAR devido a impedimento, e de Slimani, que marcou o gol de empate para o Coritiba. No momento mais tenso da partida, houve uma discussão entre Henrique e Nestor, com Calleri defendendo seu companheiro e ambos recebendo cartão amarelo.
No próximo fim de semana, São Paulo e Coritiba enfrentarão clássicos, com o São Paulo jogando contra o Corinthians e o Coritiba enfrentando o Athletico.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2×1 CORITIBA
Data e horário: 27 de setembro de 2023, às 19h (de Brasília)
Motivo: 22ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Leila Naiara Moreira da Cruz (DF) e Lehi Sousa Silva (DF)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Cartões amarelos: Luan, Calleri (SPO); Robson, Victor Luis, Henrique (CTB)
Gols: Alan Franco (SPO), aos 30 min do 1° tempo; Slimani (CTB), aos 50 min do 1° tempo; Luciano (SPO), aos 57 min do 1° tempo
SÃO PAULO: Jandrei; Nathan, Diego Costa, Alan Franco e Welington; Luan (Alisson), Gabriel Neves (Pablo Maia), Michel Araújo e James Rodríguez (Lucas); Luciano (Nestor) e Juan (Calleri). Técnico: Dorival Júnior
CORITIBA: Gabriel Vasconcelos; Hayner (Natanael), Henrique, Maurício Antônio e Victor Luis; Samaris (Matheus Bianqui), Willian Farias, Sebastián Gómez (Kaio César) e Marcelino Moreno; Robson (Diogo Oliveira) e Slimani (Edu). Técnico: Thiago Kosloski
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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