Esporte
São Paulo vence a Portuguesa e conquista segunda vitória no Campeonato Paulista
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O Corinthians voltou à campo na noite deste sábado (27), quando foi até São Bernardo do Campo, para enfrentar os donos da casa, pela terceira rodada do Paulistão 2024. Em um jogo muito complicado para o Alvinegro, o Timão foi superado pelo adversário pelo placar de 1 a 0.
O Alvinegro lutou até o último minuto para conseguir o empate, mas teve muitas dificuldades para finalizar. Com a derrota, o Timão permanece com três pontos somados no Grupo C da competição. O Corinthians volta à campo na próxima terça-feira (30), quando recebe o São Paulo, no clássico Majestoso, na Neo Química Arena.
Primeiro tempo
Já nos primeiros minutos de jogo, um atleta do São Bernardo sofreu um corte no rosto e durante seu atendimento, a partida ficou interrompida por alguns minutos.
Aos 10 minutos, Rodrigo Souza, do São Bernardo, fez uma entrada duríssima em Matías Rojas. Após a revisão do VAR, o capitão da equipe do ABC foi expulso e o Timão passou a ter um jogador a mais.
O Timão tinha o domínio da partida nos primeiros 20 minutos de partida. Com Diego Palacios, pela esquerda, o Alvinegro chegava com mais perigo. A primeira finalização foi com Fagner: aos 21 minutos, Palacios cruzou para Rojas, o camisa 10 recebeu e fez o passe para Fagner. O camisa 23 chegou chutando e mandou pra fora.
Aos 25 minutos, o São Bernardo abriu o placar. Após uma jogada rápida pela direita a bola foi lançada para a área e Silvinho estava lá para empurrar para o gol: 1 a 0 para os donos da casa.
Após o gol, o Corinthians retomou o domínio da partida, mas tinha muitas dificuldades para conseguir finalizar.
Aos 36 minutos, Mano Menezes fez a primeira alteração do Corinthians: saiu Caetano e entrou Romero.
O Timão chegou com perigo de novo, aos 41 minutos: Yuri Alberto escorou de cabeça e a bola sobrou para Fausto Vera, que chutou cruzado e o goleiro Alex Alves fez a defesa.
O árbitro deu oito minutos de acréscimo.
Aos 46, Lucas Lima finalizou na entrada da área e a bola foi na trave, salvando o Alvinegro.
Já nos últimos momentos do primeiro tempo, Diego Palacios sentiu uma lesão. O lateral esquerdo não conseguiu voltar e o Timão foi até o final da primeira etapa com um a menos.
O árbitro encerrou a primeira etapa após 56 minutos de tempo corrido.
Segundo tempo
O Timão voltou para a segunda etapa com duas mudanças: saíram Matías Rojas e Diego Palacios e entraram Matheus Araújo e Hugo.
Aos seis minutos da segunda etapa o São Bernardo foi o primeiro a atacar. Hugo Sanchez recebeu e chutou para fora, levando perigo ao gol de Cássio.
Aos 10 minutos o Timão perdeu uma chance incrível: Fagner cruzou por baixo, Fausto Vera passou pela bola e Romero chutou pra fora.
Cássio salvou o Timão aos 12 minutos: Davi Gabriel cabeceou e o GIGANTE espalmou.
Aos 16, Maycon teve uma oportunidade. O camisa 7 recebeu e arrematou na entrada da área, mas a bola foi pra fora. Três minutos depois, outra oportunidade boa do Time do Povo: Romero fez o cruzamento e Raniele cabeceou, o goleiro rebateu e na sobra, Matheus Araújo chutou pra fora.
O Corinthians tinha pressa para buscar o empate. E com essa pressa, errava muitos passes. Aos 26 minutos, outra mudança no Timão: saiu Fausto Vera e entrou Gustavo Silva.
A partida ficou suspensa alguns minutos, por causa de sinalizadores na arquibancada. O jogo foi paralisado no minuto 30.
A última alteração do Coringão ocorreu aos 32 minutos: saiu Yuri Alberto para a entrada de Arthur Sousa, destaque da Copinha. O jogo ficou cinco minutos paralisado e foi retomado no minuto 35 de partida.
O árbitro deu 11 minutos de acréscimo.
O Timão seguiu lutando, buscando o empate, mas tinha muita dificuldade de organizar uma boa finalização.
No último minuto da partida, Fagner levantou na área e Hugo mandou pra fora.
Fim de jogo no Estádio Primeiro de Maio.
Próximo jogo
O Corinthians volta à campo na próxima terça-feira (30), às 19h30, quando recebe o São Paulo, no clássico Majestoso na Neo Química Arena, pela quarta rodada do Paulistão 2024.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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