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São Paulo perde nos pênaltis para o LDU e é eliminado da Sul-Americana

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Em um Morumbi lotado com mais de 50 mil torcedores, o São Paulo conseguiu igualar o placar da partida de ida contra a LDU ao vencer por 1 a 0 em uma noite dramática. No entanto, nos pênaltis, acabou sendo eliminado das quartas de final da Sul-Americana. Arboleda marcou o único gol do jogo e levou a decisão para as penalidades, mas James Rodríguez desperdiçou seu chute, enquanto os visitantes converteram todas as suas cobranças.

Com esse resultado, a equipe de Luis Zubeldía enfrentará o Defensa y Justicia antes de uma possível final. Os argentinos eliminaram o Botafogo nas quartas de final. Do outro lado da chave estão Corinthians e Fortaleza.

Enquanto isso, o São Paulo de Dorival Júnior voltará sua atenção para o Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil. No Brasileirão, o time está em 11º lugar, e na Copa do Brasil disputará a final contra o Flamengo em setembro.

A eliminação também significa que os paulistas perderão um prêmio de US$ 800 mil (cerca de R$ 3,9 milhões), valor concedido aos semifinalistas da Sul-Americana.

No início do jogo, o São Paulo foi neutralizado pelos equatorianos e, mesmo melhorando a partir dos 20 minutos, não conseguiu transformar as oportunidades em gols. Calleri e Luciano tiveram as melhores chances, mas pecaram na finalização. Lucas, por outro lado, se destacou na frente da marcação adversária e comandou as principais jogadas ofensivas até o intervalo.

No segundo tempo, a partida começou praticamente com 11 contra 10, já que Alvarado acertou o tornozelo de Alisson e foi expulso. Com a vantagem numérica, os mandantes pressionaram, apesar das tentativas de retardar o jogo da LDU. E foi justamente um jogador equatoriano, Arboleda, quem marcou o gol, em um escanteio, aos 30 minutos, levando a decisão para os pênaltis.

Nas cobranças, James Rodríguez desperdiçou o único chute e frustrou os torcedores no Morumbi.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 (4)x(5) 0 LDU

Data e horário: 31 de agosto de 2023, às 19h (de Brasília)
Motivo: volta das quartas de final da Sul-Americana
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Assistentes: Lubin Torrealba (VEN) e Alberto Ponte (VEN)
VAR: Gustavo Tejera (URU)
Público: 52.658
Renda: R$ 3.914.452,00
Cartões amarelos: Michel Araújo (SPO);Quiñónez, Ibarra, Adé, Guerrero (LDU)
Cartões vermelhos: Alvarado (LDU)
Gols: Arboleda (SPO), aos 31 min do 2° tempo

SÃO PAULO: Rafael; Rafinha, Arboleda, Beraldo e Welington (Michel Araújo); Pablo Maia (Wellington Rato), Alisson e Nestor (James Rodríguez); Lucas, Luciano e Calleri. Técnico: Dorival Júnior

LDU: Domínguez; Mina (Valverde) (Alzugaray), Rodríguez, Adé e Quiñónez; Piovi, Mauricio Martínez, Alvarado, Ibarra (Romero) e Jhojan Julio; Paolo Guerrero.Técnico: Luis Zubeldía

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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