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São Paulo goleia o Grêmio no Brasileirão

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O São Paulo venceu o Grêmio por 3 a 0 neste sábado (21), pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Morumbi. Michel Araujo, Pablo Maia e Luciano marcaram para a equipe, que ainda teve duas assistências de James.

O Tricolor comandou as ações nos 45 minutos iniciais. Antes da primeira virada do ponteiro, David obrigou o goleiro a trabalhar. Aos 13, Lucas também teve boa oportunidade, mas foi travado. Aos 20, a equipe finalmente abriu o placar, com Michel Araujo. Após cobrança de escanteio na medida de James, o uruguaio apareceu livre na pequena área e testou firme para o fundo das redes.

Mesmo com a vantagem, o São Paulo continuou pressionando e criou mais uma ótima chance aos 23, quando David recebeu lançamento de Welington, invadiu a área e finalizou por cima da meta. A dupla James e Michel apareceu novamente aos 26, mas desta vez o camisa 15 chutou para fora.

No segundo tempo, o cenário se repetiu, com os comandados de Dorival Júnior tendo as melhores oportunidades. Dessa maneira, o Tricolor ampliou o placar aos 22 minutos com Pablo Maia. O camisa 29 recebeu passe rasteiro de James, limpou a marcação e bateu colocado para as redes. Aos 51 minutos, Luciano roubou a bola do zagueiro, disparou livre de marcação, limpou o goleiro e marcou para fechar a conta.

Na sequência do Brasileirão, o São Paulo tem clássico marcado contra o Palmeiras. O confronto acontece na próxima quarta-feira (25), às 20h (de Brasília), no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA 

SÃO PAULO 3 x 0 GRÊMIO

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Data: 21/10/2023 (sábado)

Horário: 18h30

Transmissão: Premiere

SPFC: Rafael; Rafinha, Beraldo, Diego Costa e Welington (Nathan, 42/2); Pablo Maia, Alisson (Rato, 34/2), Michel Araujo, James (Nestor, 25/2); David (Luciano, 25/2) e Lucas (Erison, 42/2) . Técnico: Dorival Júnior.

Gols: Michel Araújo (20/1), Pablo Maia (22/2) e Luciano (51/2)

Cartões amarelos: Pablo Maia (42/1)

GRE: Gabriel Grando; João Pedro, Uvini, Bruno Alves, Kannemann (Galdino, 18/2) e Wesley Costa; Josué (Araújo, 37/2), Villasanti e Pepê; Cristaldo (Nathan Fernandes, 27/1 (Lucas Besozzi (37/2)) e Suárez. Renato Gaúcho.

Cartões amarelos: Kannemann (21/1), Josué (23/2) e Suárez (43/2)

Público total: 47.132

Renda: R$ 2.822.443,00

Árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG)

Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e  Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)

Quarto Árbitro: Douglas Marques das Flores(SP)

Assessor: Jailson Macêdo Freitas (BA)

Árbitro de Vídeo: Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (MG)

AVAR: Helton Nunes (SC)

Assistente de Árbitro de Vídeo 2: Wagner Reway (PB)

Observador de VAR: Renato Cardoso da Conceição (MG)

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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