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São Paulo estreia com vitória sobre o Santo André, com atuação brilhante de Lucas e estreia do Thiago Carpini

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Na noite deste domingo (21/01), o Timão entrou em campo pela primeira vez na temporada! Pela 1ª rodada do Paulistão 2024, na Neo Química Arena, o adversário foi o Guarani. Com o apoio da Fiel, que lotou a Casa Do Povo, o Coringão venceu por 1 a 0, com gol de Romero no primeiro tempo.

Com o resultado positivo na estreia, o Alvinegro soma os três primeiros pontos na competição, na qual se encontra no grupo C, ao lado de Bragantino, Inter de Limeira e Mirassol.  Os dois primeiros colocados do grupo, após 12 rodadas, se enfrentam na próxima fase do Estadual.

Escalação

O técnico Mano Menezes iniciou o primeiro confronto da temporada com Cássio, Fagner, Caetano, Félix Torres, Hugo, Maycon, Raniele, Matias Rojas, Matheus Araújo, Romero e Yuri Alberto. Entraram durante a partida Fausto Vera, Wesley, Gustavo Silva e Yago. Ainda estavam na reserva: Carlos Miguel, Matheus Roger, Diego Palacios, Guilherme e Rafael.

Bola em jogo!

O Timão iniciou a partida no embalo da Fiel e foi para cima do adversário nos primeiros lances. Na pressão inicial, aos 10 minutos, quem quase marcou foi Matheus Araújo. Em tabela com Romero, o meia finalizou da entrada da área, com perigo, e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro.

Nos minutos seguintes, o confronto voltou a ficar mais equilibrado, mas com maior posse de bola para o Alvinegro. Aos 23 minutos, Yuri Alberto recebeu lançamento pela direita, correu e alcançou para fazer o cruzamento. Maycon recebeu de frente para o gol, mas mandou para fora.

O Timão insistiu e abriu o placar aos 27 minutos! E com direito a um golaço de Romero! Fagner recebeu pela direita e cruzou na medida para o paraguaio acertar um voleio e mandar no ângulo, sem chance de defesa ao goleiro adversário! 1 a 0 Corinthians na Neo Química Arena!

Aos 35 minutos, Yuri Alberto também tentou marcar. O camisa 9 arriscou de fora da área, no entanto, o goleiro do Guarani conseguiu fazer a defesa.

Após dois minutos de acréscimo, o árbitro encerrou o primeiro tempo com o Timão em vantagem.

Segundo tempo

Na etapa complementar, a partida voltou a ficar equilibrada. O Timão chegou bem ao ataque aos oito minutos, em cobrança de falta de Matias Rojas. O camisa 10 bateu bem, por cima da barreira, mas o goleiro adversário conseguiu espalmar.

Aos 29 minutos, Mano Menezes mexeu pela primeira vez na equipe, e em dose dupla. Deixaram o gramado Matias Rojas e Yuri Alberto para as entradas de Fausto Vera e Wesley.

Mais tarde, aos 38 minutos, mais uma alteração no Coringão. Saiu o autor do gol, Romero, para a entrada do atacante Gustavo Silva.

Aos 40 minutos, quase sai o segundo do Timão. Gustavo Silva recebeu de Matheus Araújo e fez o cruzamento rasteiro, mas o defensor adversário conseguiu o corte antes da finalização corinthiana.

A última alteração na equipe alvinegra foi aos 48 minutos, com a entrada de Yago no lugar de Matheus Araújo.

Aos 50 minutos, o árbitro apitou o fim de jogo. Timão venceu na estreia do Paulistão por 1 a 0!

Próximo jogo

O Corinthians volta a entrar em campo pelo Paulistão 2024 pela 2ª rodada da competição, contra o Ituano, na próxima quarta-feira (24), às 19h30, no estádio Novelli Júnior, em Itu.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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