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São Paulo empata com o Botafogo na abertura do returno do Brasileirão
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O São Paulo empatou sem gols com o Botafogo neste sábado (19), no Morumbi, pela abertura do returno do Brasileirão.
A primeira grande chance do primeiro tempo foi do São Paulo. Aos 10, Juan escapou pela esquerda, invadiu a área e finalizou de canhota para a defesa do goleiro. Antes do intervalo, o Tricolor ainda chegou com perigo em chutes de média distância com Luciano e Welington, porém os 45 minutos iniciais terminaram sem gols.
O São Paulo dominou a segunda etapa e balançou as redes duas vezes com Luciano aos 17 e aos 33. No entanto, em ambas as ocasiões, o árbitro assinalou impedimento. Os são-paulinos continuaram pressionando o adversário até os últimos minutos, mas o placar não foi alterado.
Com o resultado, o Tricolor é o 10º colocado com 28 pontos. Já o Botafogo chegou aos 48 e segue líder da competição.
O próximo compromisso do São Paulo no Brasileirão está programado para domingo (27), às 16h, diante do América-MG, no Independência, em Belo Horizonte. Antes, o Tricolor encara a LDU na quinta-feira (24), às 19h, em Quito, pelo jogo de ida das quartas de final da Sul-Americana.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 0 BOTAFOGO
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 19/08/2023 / (sábado)
Horário: 16h
SPFC: Jandrei; Nathan, Arboleda, Diego Costa e Welington; Pablo Maia (Luan, 9/1T), Gabi Neves (Pato, 36/2T), Michel Araujo e James Rodríguez (Lucas, no intervalo); Luciano (Rodriguinho, 37/2T) e Juan (Calleri, 16/2T). Técnico: Lucas Silvestre.
Cartões amarelos: Luciano, 4/2T; Welington, 7/2T; Diego Costa, 45/2T
BOT: Lucas Perri; Di Placido (JP, 18/2T), Adryelson, Victor Cuesta e Marçal (Hugo, 41/1T); Marlon Freitas, Tchê Tchê e Eduardo; Victor Sá (Júnior Santos, 27/2T), Luis Henrique (Segovia, 18/2T) e Janderson (Diego Costa, 27/2T). Técnico: Bruno Lage.
Cartões amarelos: Di Placido, 22/1T; Tchê Tchê, 15/2T
Renda: R$ 3.450.135,00
Público: 51.946 pagantes
Árbitro: Ramon Abatti Abel (Fifa)-SC
Assistentes: Alex dos Santos (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC)
Quarto Árbitro: Gustavo Holanda Souza (SP)
Assessor: José Mocellin (RS)
AVAR: Daniel Nobre Bins (Fifa)-RS
Assistente de Árbitro de Vídeo 2: Diego Pombo Lopez (BA)
Observador de VAR: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Fonte: Esportes
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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