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São Paulo derrota o Corinthians em jogo emocionante e garante vaga na final da Copa do Brasil

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O São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 0 na noite desta quarta-feira (16) e está classificado para a final da Copa do Brasil. 3 a 2 no placar agregado. Os gols da partida foram marcados por Wellington Rato e Lucas.

Contando com o apoio de mais de 62 mil torcedores, o Tricolor começou a partida com ótimo volume de jogo e arriscando chutes de fora da área. Dessa maneira, abriu o placar aos 12 minutos com Wellington Rato. O atacante recebeu passe de Pablo Maia, limpou a marcação e acertou lindo chute de canhota no ângulo direito da meta.

O São Paulo continuou pressionando e foi recompensado com o segundo gol aos 31, quando Lucas recebeu na entrada da área e lançou para Rato. O atacante ajeitou para o camisa 7, que apareceu livre atrás da marcação para cabecear. A bola ainda bateu na trave e voltou no são-paulino antes de morrer no fundo da rede.

Mesmo em segundo tempo mais equilibrado, foram os são-paulinos que tiveram as melhores oportunidades. Aos 15, Rato recebeu dentro da área e finalizou por cima da meta adversária. Já aos 43, Calleri deu bom passe para Juan, que cabeceou para a defesa do goleiro. Nos minutos finais, o Tricolor conseguiu segurar o ímpeto adversário para carimbar a vaga na final da Copa do Brasil.

Agora, o São Paulo espera o vencedor do confronto entre Flamengo e Grêmio – que se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h30, no Maracanã – para conhecer seu adversário na grande decisão, que será disputada nos dias 17 e 24 de setembro. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso do Tricolor é contra o Botafogo, neste sábado (19), às 16h, no Morumbi.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 0 CORINTHIANS

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 16/08/2023 / (quarta-feira)
Horário: 19h30

SPFC: Rafael; Rafinha, Arboleda, Beraldo e Welington; Pablo Maia, Alisson (Gabi Neves, 27/2) e Rodrigo Nestor (Michel Araujo, 32/2); Rato (Juan, 32/2), Lucas e Calleri (Diego Costa, 43/2). Técnico: Dorival Júnior

Gols: Wellington Rato, aos 12/1; Lucas, aos 31/1

COR:Cássio; Bruno Méndez (Fagner, no intervalo), Gil, Murillo e Fábio Santos (Matheus Bidu, 17/2); Fausto Vera (Matías Rojas, no intervalo), Maycon, Ruan Oliveira (Giuliano, 17/2) e Renato Augusto; Adson (Wesley, 17/2) e Yuri Alberto. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Cartões amarelos: Murilo, 22/2; Gil, 53/2

Público pagante: 62.093
Renda bruta: R$ 8.500.325,00

Árbitro: Raphael Claus (FIFA)-SP
Assistentes: Bruno Boschilia (FIFA)-PR e Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (FIFA)-RJ
Quarto árbitro: Savio Pereira Sampaio (FIFA)-DF
VAR: Igor Benevenuto de Oliveira (FIFA)-MG
AVAR1: Frederico Soares Vilarinho-MG
AVAR2: Rodolpho Toski Marques (FIFA)-PR

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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