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Santos vira contra o Bahia nos acréscimos e respira na luta contra o rebaixamento

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O Santos conquistou uma vitória emocionante, de virada, por 2 a 1 contra o Bahia na Arena Fonte Nova, em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Os três gols foram marcados no segundo tempo. O Bahia abriu o placar com Camilo Cândido, o Santos empatou com Joaquim e virou nos acréscimos com um gol de Furch.

O Santos teve um desempenho melhor jogando no esquema tático 3-5-2 sob o comando do interino Marcelo Fernandes, embora tenha desperdiçado várias oportunidades, principalmente no primeiro tempo.

Com essa vitória, o Santos agora ocupa a 17ª posição com 24 pontos, enquanto o Bahia está em 16º lugar com 25 pontos.

O próximo jogo do Santos será contra o Vasco, no dia 1º de outubro, na Vila Belmiro, enquanto o Bahia enfrentará o Flamengo no dia 30 de setembro.

FICHA TÉCNICA
Bahia 1 x 2 Santos

Competição: Campeonato Brasileiro.
Local: Arena Fonte Nova.
Data e hora: Segunda (18), às 20h (de Brasília).
Árbitro: Ramon Abatti Abel.
Assistentes: Alex dos Santos e Thiaggo Americano Lab
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga

Cartões amarelos: Joaquim (Santos) e Lucas Mugni (Bahia).

Gols: Camilo Cándido, aos 14 minutos do segundo tempo (Bahia), Marcos Leonardo, aos 27 minutos do segundo tempo (Santos). Furch, aos 48 minutos do segundo tempo (Santos)

BAHIA: Marcos Felipe; Gilberto, Kanu, Vitor Hugo e Camilo Cándido; Acevedo, Yago Felipe (Lucas Mugni) e Thaciano; Ademir (Luciano Juba), Rafael Ratão (Biel) e Everaldo (Vinicius Mingotti). Técnico: Rogério Ceni.

SANTOS: João Paulo, Joaquim, João Basso e Dodô; Lucas Braga, Tomás Rincón, Jean Lucas, Lucas Lima (Nonato) e Kevyson (Júnior Caiçara); Soteldo (Dodi) e Marcos Leonardo (Furch). Técnico: Marcelo Fernandes.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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