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Santos vence o São Bernardo pelo Paulistão

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A torcida santista mais uma vez deu show e demonstrou toda sua força na manhã deste domingo (25), ao bater o recorde de público do Estádio do Morumbis em 2024.

E dentro de campo, o Santos FC correspondeu a expectativa dos torcedores e alcançou mais uma grande vitória no Campeonato Paulista, ao derrotar o São Bernardo por 2 a 1. Morelos e Willian Bigode marcaram os gols do triunfo do Peixe.

O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbis, foi tomado pelo branco e preto, e perante a um público de mais de 50 mil pessoas, o maior público do Campeonato Paulista até então, o time santista alcançou a marca de 22 pontos na competição, isolando-se ainda mais na liderança do Grupo A, e, mantendo-se também na liderança geral do certame.

No intervalo da partida, o Ídolo Eterno Serginho Chulapa foi homenageado pelos 40 anos da conquista do Título Paulista de 1984. Outro grande ídolo do Peixe, o goleiro Fábio Costa, esteve presente no Morumbis e acompanhou a homenagem. Confira a matéria completa aqui.

Já classificado para as quartas de finais da competição, com 19 pontos em nove jogos disputados, o Peixe volta a campo no domingo (3) diante do Red Bull Bragantino, fora de casa, às 18h00.

O jogo

Otero foi o primeiro a finalizar pelo time santista. Aos oito minutos, ele recebe passe de Guilherme pelo meio e arrisca, de fora da área, mas a finalização vai para fora.

Aos 14 minutos, Otero dá bom passe para Guilherme na entrada da área. O atacante tenta finalizar duas vezes, mas a bola desvia na marcação, facilitando a defesa do arqueiro.

Guilherme recebe belo lançamento de Joaquim, invade a área e só rola para Morelos aos 23 minutos, mas o atacante desperdiça a oportunidade.

Três minutos depois, Otero lança Pedrinho pela direita, e o atacante rapidamente coloca na área para Morelos, que aparece entre os zagueiros para cabecear e dessa vez, ele não desperdiça e abre o placar no Morumbis. Segundo gol do colombiano com a camisa santista.

Otero cobra falta com força e de longa distância, aos 39 minutos, obrigando o goleiro a se esticar e colocar a bola pela linha de fundo.

Já na segunda etapa, Furch lança para Felipe Jonatan, que devolve rapidamente para o atacante argentino, aos 19 minutos. Ele tenta o toque para Otero, mas a zaga corta o passe e a bola sobre com Weslley Patati, que tenta a finalização, mas acaba batendo para fora.

A torcida santista compareceu em massa no Morumbis (Foto: Raul Baretta/Santos FC)

O São Bernardo empatou a partida aos 24 minutos, após a bola bater no travessão e nas costas do goleiro João Paulo.

Três minutos depois, Aderlan cruza a bola na área para Joaquim, que cabeceia para fora.

Aos 38 minutos, Julio Furch recebe no meio e toca para Willian. O atacante se livra da marcação e encontra o argentino, que finaliza para fora.

E aos 41 minutos, Willian Bigode marcou o gol da vitória santista. Furch recebe pelo meio e abre na direita com Weslley Patati. O atacante desce pela lateral, cruza e a zaga afasta. Na sobra, Willian sobe sozinho para cabecear a estufar as redes e dar números finais ao jogo.

FICHA TÉCNICA

Santos FC 2 x 1 São Bernardo FC

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbis), em São Paulo.
Data: 25 de fevereiro de 2024 (domingo)
Horário: 11h00
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho e Izabele de Oliveira

Cartões amarelos: Otero e Willian Bigode (SFC); Rafael Forster e Vitinho Mesquita (SBFC)

Gols:
Morelos aos 26min do primeiro tempo; João Paulo (contra) aos 24min e Willian Bigode aos 41min do segundo tempo.

SANTOS: João Paulo; Aderlan, Gil, Joaquim e Felipe Jonatan (Tomás Rincón); João Schmidt, Diego Pituca e Otero (Willian Bigode); Guilherme, Morelos (Julio Furch) e Pedrinho (Weslley Patati) Técnico: Fábio Carille.
SBFC: Alex Alves; Hélder (Romisson), Alan Santos e Rafael Forster; Luiz Filipe, Rodrigo Souza (Vitinho Mesquita) e Arthur Henrique; Kayke, Hugo Sanches e Matheus Régis (Wesley Dias). Técnico: Márcio Zanardi





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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