Esporte
Reservas fazem a diferença e Corinthians derrota o Atlético-PR em Curitiba
Esporte
Giovanni Augusto e Walter se destacam e time alvinegro dá mais um passo rumo ao título
Da Redação
Um chute despretensioso e um reserva que estreou nesta quarta-feira garantiram a vitória do Corinthians sobre o Atlético-PR por 1 a 0, nesta quarta-feira, na Arena da Baixada. Giovanni Augusto, que poucos acreditavam que ainda poderia ajudar a equipe e Walter, suplente que pode deixar o clube por falta de espaço, fizeram com que a partida lembrasse muitas que aconteceram no primeiro turno. Sem grande atuação, a equipe de Fábio Carille somou mais três pontos e deu mais um passo rumo ao título.
Com o resultado, o Corinthians chegou aos 65 pontos e, pelo menos, manterá a vantagem de seis pontos para o vice-líder. Giovanni Augusto entrou no decorrer do segundo tempo, possivelmente pelo fato de Jadson estar suspenso e não poder ser utilizado, e acertou um chute fraco que Weverton aceitou. Antes, o estreante Walter pegou um pênalti de Nikão que claramente deixou a equipe paranaense abatida. A noite só não foi perfeita para o goleiro porque na reta final da partida ele sofreu uma lesão, teve que deixar o jogo, e pode não conseguir aproveitar a oportunidade enquanto Cássio está na seleção brasileira.
A primeira etapa do jogo ficou marcada pelas jogadas ríspidas e pelo domínio de jogo do Atlético-PR. O Corinthians teve apenas uma oportunidade, em tentativa de Romero defendida por Weverton. No resto do tempo, a equipe da casa foi melhor.
O caminho encontrado pelos paranaenses para tentar abrir o placar foi justamente pelo meio da defesa, que estava desfalcada com a ausência de Gabriel, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Entretanto, as duas melhores oportunidades do Furacão foram de bola parada.
Aos 19, Gedoz acertou uma cobrança de falta cheia de efeito e carimbou a trave de Walter. Aos 32, o reserva de Cássio, que estreava na temporada justamente na noite desta quarta-feira, mostrou o motivo de, mesmo não sendo aproveitado por Carille, ainda ter mercado em grandes clubes. O São Paulo é um dos que tentam contratá-lo para a próxima temporada.
Nikão fez jogada individual e ao tentar cruzar, chutou a bola no braço de Fagner. Pênalti para o Atlético. Na cobrança, o meia chutou quase no meio do gol, Walter saltou e fez a defesa. O atleticano não foi bem na cobrança, mas o corintiano também tem seus méritos por ter demonstrado calma e não tentar adivinhar o canto.
Além das chances de gol, o primeiro tempo também mostrou dois times agressivos em alguns momentos. Em vários momentos, jogadores se estranharam e comissões técnicas e reservas espernearam no lado de fora, pedindo cartão e faltas.
As duas jogadas mais violentas foram de Pablo, que pisou na região da costela de Lucas Fernandes, após o meia cair no gramado e pouco depois, Thiago Heleno deu um carrinho muito perigoso, que poderia ter machucado com gravidade Romero. Sem cartão vermelho para nenhum dos dois.
No segundo tempo, os dois times caíram de rendimento e as chances de gol diminuíram. O último passe de ambas equipes sempre saia errado. Para tentar conseguir algo diferente, Carille decidiu mexer no time, principalmente no meio de campo. O problema era achar opção, já que não tinha Gabriel e Jadson (ambos suspensos) e Marquinhos Gabriel (machucado). Assim, o treinador precisou apelar para Giovanni Augusto e Paulo Roberto, que têm sido pouco aproveitados, nos lugares de Clayson e Maycon, respectivamente.
A partida parecia que acabaria no 0 a 0, quando Giovanni Augusto, aos 31, acertou um chute despretensioso, Rodriguinho passou na frente de Weverton e acabou atrapalhando o goleiro. Falha feia. E antes de acabar a partida, Walter foi cobrar um tiro de meta, sentiu uma lesão e precisou deixar o gramado. Sua situação preocupa para a sequência, já que Cássio ainda ficará de fora por mais dois jogos.
Os minutos finais, foram de pressão do Atlético-PR, mas como aquele Corinthians do primeiro turno, o time se segurou e mesmo sem o brilho da partida contra o Palmeiras, na rodada passada, conquistou duas vitórias consecutivas pela primeira vez no segundo turno e se aproximou de colocar a mão na taça.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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