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Red Bull Bragantino vence o Cuiabá pelo Brasileirão

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Por  Vinicios Oliveira

O Red Bull Bragantino conquistou mais uma vitória no Campeonato Brasileiro. Na manhã deste domingo (27), o Massa Bruta venceu o Cuibá por 2 a 0 no Nabizão. Thiago Borbas e Talisson marcaram os gols da partida válida pela 21ª rodada.

Com este resultado, o Massa Bruta chegou aos 35 pontos e ocupa a quarta posição até o fechamento da rodada.

Os comandados do técnico Pedro Caixinha voltam a campo no próximo domingo (3) diante do Cruzeiro. O duelo será realizado às 18h30, no Mineirão.

O jogo 

Em busca da nona vitória no Nacional, o Braga buscou espaços na zaga rival durante o primeiro tempo. A primeira finalização surgiu aos 11 minutos, com Juninho Capixaba. O chute de longe passou ao lado da trave direita.

A segunda finalização bragantina aconteceu aos 29 minutos. Após longo lançamento de Léo Realpe, Thiago Borbas ganhou na corrida da marcação e bateu de primeira na área, obrigando Walter a espalmar para escanteio.

O Braga voltou para a segunda etapa mais agudo e conseguiu abrir o placar aos 9 minutos. Após belo cruzamento de Vitinho no lado esquerdo, Léo Realpe acertou cabeceio na trave do lado oposto. A bola sobrou para Thiago Borbas na pequena área, que dominou antes de bater para o gol vazio.

Aos 15 minutos, Matheus Gonçalves recebeu de Juninho Capixaba, ajeitou para a perna esquerda e bateu da entrada da grande área. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave direita.

O Cuiabá teve uma grande oportunidade de empatar aos 20 minutos, porém Cleiton defendeu os chutes de Wellington Silva e Deyverson em sequência. O Braga respondeu seis minutos depois com um chute de longe de Matheus Fernandes, mas Walter encaixou no centro do gol.

Sem se acomodar com a vantagem, o Massa Bruta ampliou o placar aos 37 minutos. Após receber lindo passe de calcanhar de Alerrandro, Matheus Gonçalves atravessou a bola na área e viu Talisson dominar e deslocar Walter para balançar as redes.

Red Bull Bragantino 2 x 0 Cuiabá
Local: Nabizão;
Público: 3683;
Renda: R$ 96.325,00;
Árbitro: Bruno Mota Correia-RJ;
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa-(RJ) (FIFA) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha-RJ;
Cartão amarelos: Yani Quintero, Thiago Borbas, Léo Realpe e Juninho Capixaba (Red Bull Bragantino); Marllon, Raniele e Filipe Augusto (CUI);
Gols: Thiago Borbas, aos 9min do 2ºT, e Talisson, aos 37min do 2ºT (Red Bull Bragantino).

Red Bull Bragantino: Cleiton; Aderlan, Léo Realpe, Léo Ortiz e Juninho Capixaba; Matheus Fernandes, Yani Quintero (Luan Cândido) e Gustavinho (Talisson); Helinho (Matheus Gonçalves), Thiago Borbas (Alerrandro) e Sorriso (Vitinho),. Técnico: Pedro Caixinha.

Cuiabá: Walter; Matheus Alexandre (Isidro Pitta), Marllon, Allan Empereur e Rikelme (Ronaldo Lopes); Raniele, Denilson (Lucas Mineiro) e Fernando Sobral (Filipe Augusto); Jonathan Cafú (Emerson Ramon), Deyverson e Wellington Silva. Técnico: António Oliveira.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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