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Red Bull Bragantino e Vasco empatam na última rodada do primeiro turno do Brasileirão

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O Red Bull Bragantino somou mais um ponto no Campeonato Brasileiro de 2023. Na noite desta segunda-feira (14), o Massa Bruta recebeu o Vasco, no Nabizão, e empatou em 1 a 1 no duelo válido pela 19ª rodada da competição nacional. Gustavinho fez o gol do Braga.

Com o resultado, a equipe comandada pelo técnico Pedro Caixinha encerra o primeiro turno do Brasileirão com 32 pontos, na quinta colocação. A pontuação é a mesma do Flamengo, primeiro dentro do G4, que dá vaga direta para a próxima Libertadores, mas o clube de Bragança Paulista fica atrás nos critérios de desempate.

Na próxima rodada, pela abertura do returno, o Massa Bruta visita o Bahia no domingo (20), às 16h, na Arena Fonte Nova.

O JOGO

Aos dois minutos, Léo Ortiz disparou desde o campo de defesa e achou Luan Cândido pela esquerda. O camisa 36 rapidamente fez o passe para Lucas Evangelista, que acionou Sorriso na entrada da área pela direita. Sorriso bateu de primeira com força, a bola passou perto, mas foi para fora.

O Vasco abriu o placar aos 32 minutos com Vegetti em cobrança de pênalti.

Aos 34 minutos, Sorriso cobrou escanteio da direita, Lucas Evangelista subiu mais do que todo mundo e cabeceou firme, mas a bola foi para fora.

Pouco depois, aos 37, em falta da esquerda da área, Sorriso arriscou direto para o gol e obrigou Léo Jardim a fazer grande defesa.

No final do primeiro tempo, aos 47 minutos, Juninho Capixaba tentou o cruzamento pela esquerda e foi bloqueado. Luan Cândido ficou com a sobra e emendou uma pancada de perna canhota. A bola passou com muito perigo à esquerda do goleiro e foi para fora.

Ainda sobrou tempo para o Braga buscar o empate. Aos 52 minutos, Aderlan cruzou da direita, Gustavinho cabeceou, a bola desviou na marcação e foi para escanteio. Lucas Evangelista cobrou para o meio da área, Medel afastou mal, e a bola sobrou para Gustavinho. O Garoto do Massa Bruta pegou de primeira, com força, e mandou para o fundo das redes.

Na segunda etapa, aos 15 minutos, Matheus Gonçalves tabelou com Lucas Evangelista pelo meio e deu bom passe em profundidade para Thiago Borbas. O atacante uruguaio disputou com a marcação e conseguiu finalizar, mas a bola saiu sem muita força.

Aos 23 minutos, Léo Ortiz fez uma jogadaça pela esquerda para sair da marcação e encontrou Juninho Capixaba. O camisa 29 rapidamente fez o passe para Thiago Borbas, que correu nas costas da defesa dentro da área e finalizou cruzado de perna esquerda. A bola passou raspando a trave e foi para fora.

Dez minutos depois, Bruninho deu passe para Lucas Evangelista na intermediária. O camisa 8 dominou e arriscou. A bola foi na direção do gol, mas sem muita força. Léo Jardim fez a defesa.

No minuto seguinte, aos 34, Sorriso bateu falta da esquerda para dentro da área, Juninho Capixaba resvalou de cabeça em direção à segunda trave. Luan Patrick se esticou todo, quase chegou, mas não conseguiu escorar para o gol e a bola foi para fora.

Aos 40 minutos, Sorriso cobrou falta da esquerda, tirou da barreira e obrigou Léo Jardim a espalmar para escanteio.

Cinco minutos depois, Bruninho fez bela jogada pela esquerda, avançou e foi cortado. Jadsom ficou com a sobra e mandou uma bomba da intermediária. Léo Jardim saltou e espalmou para escanteio.

Apesar da pressão no final da partida, o empate permaneceu no placar.

FICHA TÉCNICA
Red Bull Bragantino 1 x 1 Vasco
Local: Nabizão;
Público: 5.553;
Renda: R$231.940,00
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA);
Assistentes: Mauricio Coelho Silva Penna e Maira Mastella Moreira;
Cartão amarelos: Aderlan, Alerrandro e Juninho Capixaba (Red Bull Bragantino), Marlon Gomes, Medel, Orellano, Léo Jardim, Ramón Díaz (Vasco);
Gols: Vegetti, aos 32min do 1ºT (Vasco), e Gustavinho, aos 52min do 1ºT (Red Bull Bragantino).

Red Bull Bragantino: Cleiton; Aderlan (Andrés Hurtado), Luan Patrick, Léo Ortiz e Juninho Capixaba; Jadsom, Lucas Evangelista e Gustavinho (Bruninho); Sorriso, Luan Cândido (Matheus Gonçalves) e T. Borbas (Alerrandro). Técnico: Pedro Caixinha.

Vasco: Léo Jardim; Robson (Puma Rodríguez), Medel (Capasso), Léo, Lucas Piton (Galarza), Zé Gabriel, Marlon Gomes (Jair), Orellano (Figueiredo), Paulinho, Gabriel Pec e Vegetti. Técnico: Ramón Díaz.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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