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PSG perde para o Bayern, mas avança como líder da chave na Liga dos Campeões

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Em casa, alemães venceram por 3 a 1 e derrubaram a invencibilidade dos franceses

Da Redação

O Paris Saint-Germain viu cair por terra os 100% de aproveitamento na Liga dos Campeões, mas não tem do que reclamar. Nesta terça-feira, a equipe francesa visitou o Bayern de Munique na Alemanha, perdeu por 3 a 1 e ainda assim avançou às oitavas de final como primeira colocada do Grupo B.

O PSG fazia uma das melhores campanhas da história da Liga dos Campeões, com cinco vitórias nas primeiras cinco rodadas, por isso, a derrota desta terça em nada prejudicou a equipe. A única preocupação, então, se dá porque este foi o segundo resultado negativo seguido dos parisienses, que foram surpreendidos pelo Strasbourg no fim de semana.

A classificação final do Grupo B terminou com PSG e Bayern empatados em pontos, com 15 cada um, mas os franceses levaram vantagem no confronto direto, porque bateram o rival alemão por 3 a 0 em Paris. A terceira colocação e a vaga na Liga Europa, graças ao mesmo critério de desempate, ficaram com o Celtic, que terminou com os mesmos três pontos do lanterna Anderlecht, para quem perdeu por 1 a 0 em casa, nesta terça.

Em Munique, o Paris Saint-Germain criou a primeira oportunidade com Mbappé, que passou por Alaba e parou em Ulreich, mas o Bayern logo respondeu e abriu o placar aos sete minutos. Ribéry avançou pela esquerda e tocou para James Rodríguez cruzar. Alaba cabeceou, e a bola sobrou limpa para Lewandowski, que tinha posição legal graças a Daniel Alves, finalizar para a rede.

O gol deu o cenário que o Bayern precisava, e o time da casa se fechou para explorar os contra-ataques. Aos 19, Thiago Silva quase marcou contra após cruzamento de Coman. A resposta do PSG veio aos 33. Mbappé deu enfiada perfeita, Neymar saiu de frente para Ulreich e tocou cruzado, mas o goleiro se esticou todo para desviar com a ponta do dedo.

Quando o PSG ganhava o campo de ataque e começava a ameaçar, porém, o Bayern ampliou. Aos 36 minutos, James Rodríguez cruzou da esquerda, Tolisso apareceu no meio da área sozinho, nas costas de Thiago Silva, e cabeceou firme para a rede.

Pouco criativo, o PSG dependia de Neymar para levar perigo, e o brasileiro quase marcou aos 42, exigindo outra defesa de Ulreich. Mas foi na volta para o segundo tempo que o time francês diminuiu. Aos quatro minutos, Verratti lançou na área para Cavani, que dominou e deu lindo passe por cima da defesa para Mbappé. O francês fuzilou de cabeça.

O gol logo nos primeiros minutos deixou o segundo tempo bem mais aberto que o primeiro. O PSG foi em busca de manter sua campanha perfeita e quase empatou aos 15. Neymar fez grande jogada, tocou para Verratti, que ajeitou para Draxler, sozinho, mas o alemão bateu fraco e facilitou para Ulreich. No lance seguinte, Mbappé chutou de fora e exigiu ótima defesa do goleiro.

A resposta do Bayern, porém, mais uma vez foi fatal. Aos 23 minutos, Coman recebeu pela esquerda e passou como quis por Daniel Alves. Com uma avenida pela frente, invadiu a área e esperou a chegada de Tolisso, que finalizou de primeira para a rede, para selar o resultado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Christof Stache/AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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