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Prestes a igualar marca de Gylmar, Cássio mira recorde de Ronaldo

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Goleiro se aproxima do posto de jogador da posição com mais partidas pelo Corinthians

 

Da Redação

Pelo simples fato de entrar em campo como titular no jogo contra o Racing, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, pela Copa Sul-AmericanaCássio já fará história pelo Corinthians. O ídolo alvinegro vai se igualar a Gylmar dos Santos Neves como o segundo goleiro que mais vezes defendeu o time, com 395 jogos cada um.

O jogador comemorou o façanha nesta terça-feira, quando relembrou um pouco do seu histórico de títulos e grandes defesas pelo time, sendo as principais delas nas campanhas das conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa de 2012.

“Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei tudo o que aconteceu. Trabalhei e vou continuar trabalhando para melhorar minhas marcas, meus números, mas é dia a dia, difícil fazer uma projeção. Foi assim que cheguei nessa marca, sem fazer uma projeção de quantos jogos eu faria ou onde eu chegaria no Corinthians”, afirmou Cássio, em entrevista ao canal ESPN Brasil, no hotel onde o time corintiano está concentrado na Argentina.

“Me sinto privilegiado de estar chegando nestes números em um clube respeitado como é o Corinthians. Fico muito feliz por ter chegado a este hall tão seleto de atletas que disputaram este número de partidas”, completou o atleta, que só ficará atrás de Ronaldo, outro ídolo histórico do Corinthians, entre os goleiros que mais vezes defenderam a equipe alvinegra.

E ao ser questionado se é possível alcançar o recorde do ex-camisa 1 corintiano, que contabiliza 602 jogos pelo clube, Cássio respondeu: “Dá. Acredito que sim. Mas, é como eu falei, não dá para ficar projetando lá na frente. Somos movidos por desafios, metas, quebrar barreiras. Mas agora é pensar em fazer um grande ano e ir jogo a jogo. Tendo essa mentalidade, estou chegando aos 400 jogos. Quem sabe chegar aos 500, 600, mas é fazer o melhor agora para quem sabe no futuro bater essa marca”.

TIME EM EVOLUÇÃO

Cássio também comentou nesta terça-feira sobre o fato de que o Corinthians vem alternando boas e más atuações. Ele encarou este momento instável da equipe como normal e ressaltou que o mais importante é sair de campo vencedor nas partidas. “As vitórias ajudam bastante e, mesmo com o time oscilando um pouco, quando você vence você vai ganhando confiança e tudo é mais fácil para ser melhorado. O time vem crescendo”, disse.

O ídolo também reconheceu que o Racing atuará como favorito nesta quarta-feira, mas acredita que sua equipe possa avançar à próxima fase da Copa Sul-Americana. “É um time que está em um nível acima do nosso, em questão de entrosamento e qualidade, mas isso não significa que o Corinthians não possa vir aqui e se classificar”, afirmou.

Em meio a este processo de evolução do time, Cássio citou o atual titular da lateral esquerda corintiana como um jogador que cresceu muito desde que começou a defender a equipe. “Cito como exemplo o Avelar, que há uns quatro meses era contestado, mas hoje é um dos jogadores mais regulares do Corinthians. É uma questão de treinar para evoluir. Temos um grande teste aqui na Argentina pra gente crescer e ter uma defesa sólida”, enfatizou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:  Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,prestes-a-igualar-marca-de-gylmar-cassio-mira-recorde-de-ronaldo,70002736516

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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