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Prass celebra marca pelo Palmeiras, mas desconversa sobre renovação
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Da Redação
Fernando Prass é o segundo goleiro que mais disputou jogos pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro no século XXI. A marca, alcançada pelo arqueiro no último domingo, em vitória sobre o Fluminense, foi celebrada pelo goleiro.
“Em um clube grande, conseguir atingir marcar assim, com tamanha concorrência que se tem, como Marcos, Sérgio, é muito importante. Claro que isso não garante nada a ninguém, mas no lado pessoal e individual claro que envaidece. O Palmeiras é um clube que tem uma história gigantesca, ainda mais em relação a goleiros. Poder atingir números expressivos assim, mostra que seu trabalho está sendo bem feito”, disse o camisa 1.
Contratado pelo Palmeiras no final de 2012, Prass acumula um total de 88 jogos com a camisa do clube no Campeonato Brasileiro. Levando em conta apenas as edições do torneio disputadas a partir de 2001, o camisa 1 está empatado com Sérgio (88) e atrás de Marcos (168).
Fernando Prass reconquistou a posição no começo da temporada, ainda na gestão de Eduardo Baptista. Após a chegada de Cuca, no entanto, Jailson voltou à condição de titular, mas sofreu lesão no quadril durante a decisão por pênaltis contra o Barcelona de Guaiaquil, pela Copa Libertadores, e não atua desde então.
“Em relação a disputa pela titularidade, isso sempre ocorreu. Desde que eu estou no Palmeiras, independentemente dos goleiros que estivessem no grupo, eu nunca me considerei titular. Sempre procurei batalhar dia a dia, mês a mês, e ano a ano. Graças a Deus consegui um número expressivo de jogos”, completou.
Aos 39 anos de idade, Fernando Prass, ganhador da Copa do Brasil 2015 e do Campeonato Brasileiro 2016, tem contrato com o Palmeiras até o final desta temporada. O goleiro já reiterou o desejo de estender seu vínculo e vem negociando com o clube alviverde, mas a definição de quantas temporadas durará a renovação tem atrapalhado as negociações e o ídolo preferiu não se manifestar sobre o assunto.
“Sobre a renovação eu não falo nada. Se o presidente ou o Alexandre (Mattos), Cícero (Souza) quiserem se posicionar, eu acho que fica melhor. O presidente já deu uma declaração de que está otimista, mas a gente não tem nada definido ainda e, por conta disso, acho melhor não falar nada”, finalizou.
Fonte: Gazeta Esportiva
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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