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Paulistão terá abertura especial neste sábado e novo horário nobre aos domingos
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São Paulo impõe sua superioridade contra o Corinthians na Vila Belmiro, virando o jogo por 2 a 1 e assumindo a vantagem na disputa pelo título do Paulistão Feminino. Os gols de Aline e Ariel foram determinantes para o Tricolor interromper a sequência invicta de 25 jogos das ‘Brabas’.
Com esse resultado, a equipe comandada por Thiago Viana está mais próxima de conquistar seu primeiro troféu desde a sua reativação em 2019. Um empate na próxima semana é suficiente para a equipe do Morumbi garantir o título.
O último confronto entre Corinthians e São Paulo acontecerá no próximo fim de semana, na Neo Química Arena, às 10h30 (horário de Brasília) de domingo (26). No caso de uma vitória alvinegra por um gol de diferença, a decisão será decidida nos pênaltis.
Com um começo de jogo disputado pelas duas equipes, o Tricolor saiu atrás do placar aos 32 minutos. Mas conseguiu crescer e empatar com Aline, aos 40, em um forte voleio na entrada da área. O Tricolor quase conseguiu virar o jogo ainda no primeiro tempo, mas teve o gol de Ariel anulado.
No segundo tempo, o Tricolor começou a buscar a vitória na Vila Belmiro chuvosa. A virada veio aos 31 minutos, com o pênalti sofrido por Dudinha, que foi convertido por Ariel Godoi, que bateu no canto direito da goleira, consagrando a virada Tricolor.
Com a vantagem do empate, o Tricolor enfrenta novamente o Corinthians no próximo domingo (26), às 10h30, na Neo Química Arena, em busca do terceiro título estadual. Caso o time são-paulino seja derrotado por um gol de diferença, a disputa será nas cobranças de pênaltis.
SÃO PAULO: Carlinha; L. Alves, Ana Alice, Mimi (Pardal, 40/2T) e Fe Palermo (Dani, 36/2T); Maressa, Aline (Dudinha, 24/2T) e Rafa Mineira (Robinha, 1/2T); Micaelly (Glaucia, 24/2T), Ariel Godoi (Cacau, 41/2T) e Mariana S. Técnico: Thiago Viana
CORINTHIANS: Lelê; Kati (Isabela, 30/2T), Tarciane, Mariza (Giovanna Campiolo, 44/2T) e Yasmin (Fernanda, 20/2T); Luana Bertolucci (Duda Sampaio, 1/2T), Gabi Zanotti (Jheniffer, 20/2T) e Gabi Portilho; Tamires, Vic Albuquerque (Ju Ferreira, 20/2T) e Millene(Diany, 30/2T). Técnico: Rodrigo Iglesias
Árbitra: Mariana Nani Batalha
Auxiliar 1: Neuza Inês Back
Auxiliar 2: Izabele de Oliveira
Quarta árbitra: Fernanda dos Santos Ignacio de Souza
Árbitro de vídeo: Adriano de Assis Miranda
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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