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Palmeiras rescinde contrato com Ricardo Goulart, que voltará à China
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Da Redação
O atacante Ricardo Goulart não joga mais pelo Palmeiras. Além de estar em recuperação de uma cirurgia no joelho direito em que teve parte de menisco retirada, o jogador comunicou que vai romper o contrato de empréstimo e se reapresentar ao Guangzhou Evergrande, da China, já que o clube lhe ofereceu um aumento salarial de 70% e uma renovação de contrato. Em vez do vínculo durar por só mais uma temporada, agora será estendido por mais cinco.
Goulart deve viajar à China ainda na noite desta quinta-feira, para assinar o novo acordo e realizar na Ásia o restante da sua recuperação. Recentemente o atacante teve de operar o joelho direito, a segunda intervenção em menos de um ano, já que em outubro ele passou pelo mesmo procedimento. A operação feita pelo Palmeiras semanas atrás retirou parte do menisco do jogador, que se machucou no dia 28 de abril, na partida contra o Fortaleza.
Nos últimos dias o atacante procurou a diretoria do Palmeiras para avisar que voltaria à China, por se tratar de uma oportunidade financeira mais vantajosa. O clube alviverde aceitou rescindir o empréstimo, que era válido até dezembro, já que com a cirurgia realizada recentemente e o trabalho de fisioterapia, o atacante só deveria voltar a atuar entre agosto e setembro.
O Estado apurou que Goulart e o Guangzhou se comprometeram a ressarcir o Palmeiras sobre os custos da operação no joelho realizada recentemente, assim como pelo rompimento do acordo por empréstimo. Ao todo o atacante fez somente 12 partidas e marcou quatro gols pelo clube, dos quais três foram pelo Campeonato Paulista e um foi marcado pela Copa Libertadores.
O atacante veio ao Palmeiras principalmente a pedido do técnico Luiz Felipe Scolari, com quem formou na China uma parceria vencedora no Guangzhou Evergrande, com sete títulos em três temporadas. Ricardo Goulart inclusive usou a estrutura do clube para se recuperar da primeira artroscopia, em outubro do ano passado, e antes mesmo de assinar o acordo por empréstimo, consultou profissionais do departamento médico do clube para receber orientações sobre a recuperação.
Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,palmeiras-rescinde-contrato-com-ricardo-goulart-que-voltara-a-china,70002840895
Foto: Alex Silva/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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