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Palmeiras lamenta ter perdido a chance de encostar no Santos

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Da Redação

Os jogadores do Palmeiras lamentaram o empate por 2 a 2 diante do Bahia, neste domingo, no Allianz Parque, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, e a chance de reduzir a diferença de pontos para o líder Santos

O Palmeiras é o segundo colocado com 29 pontos. No sábado, o Santos perdeu o clássico para o São Paulo por 3 a 2, no Morumbi, e estacionou nos 32 pontos. Em caso de vitória sobre o time baiano, a diferença seria de apenas um ponto. 

O Palmeiras segue sem vencer no Brasileirão após o retorno da Copa América: são quatro empates (São Paulo, Vasco, Corinthians, Bahia) e uma derrota (Ceará). 

“Nosso objetivo era vencer o jogo para poder encostar no Santos. Mas o campeonato é longo. Teremos outras oportunidades”, disse o meia Bruno Henrique.

O técnico Luiz Felipe Scolari procurou exaltar o ponto conquistado diante do Bahia e afirmou que o Campeonato Brasileiro será decidido nas última rodadas. O treinador reconheceu a queda de rendimento do time num primeiro momento e a posterior reação nas últimas rodadas. 

Antes da parada do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa América, o Palmeiras liderava com 25 pontos, cinco à frente do Santos e com aproveitamento de 92% dos pontos disputados. 

“No Brasil, no mínimo, temos oito equipes disputando o título. Diferente de outros países. Tivemos uma arrancada boa, depois tivemos problemas pós-Copa América. Estamos jogando bem, mas tivemos esse problema do Felipe, que prejudicou. Hoje é o 14º jogo, se ganhássemos, estaríamos um ponto acima do que planejamos. Como empatamos, estamos um abaixo do que planejamos. Vai ser um campeonato disputado até o final”, disse o treinador, se referindo a expulsão do volante Felipe Melo, ainda no primeiro tempo. 

Para o lateral Diogo Barbosa, que cometeu o primeiro pênalti que resultou no gol do Bahia, a expulsão de Melo prejudicou a vitória palmeirense. 

“Se a gente ganhasse, já encostava de novo no Santos. Mas com um a menos é difícil”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:  O Estado de S.Paulo /  https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,palmeiras-lamenta-chance-de-encostar-no-santos,70002963937

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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