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Palmeiras contrata Dagoberto, destaque do Nova Mutum na Copa São Paulo de Futebol Júnior

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Classificado! Pelas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Flamengo venceu o Botafogo-SP por 2 a 1, no estádio José Liberatti (Osasco-SP), e avançou para a próxima fase da competição. Daniel Rogério e Felipe Lima, no último minuto dos acréscimos, marcaram os gols da classificação rubro-negra.

O jogo

O início de partida foi bastante disputado com as duas equipes brigando pela posse de bola. Com o passar do tempo, os Garotos do Ninho conseguiram controlar as ações com trocas de passes no campo ofensivo. Até que aos 17’, o Mengão inaugurou o marcador em Osasco. Wallace Yan cruzou pela esquerda, a bola percorreu toda a área e Daniel Rogério pegou de primeira para estufar as redes: 1 a 0.

Após o gol, o Botafogo se soltou mais e começou a chegar com mais frequência à meta de Lucas Furtado. Na reta final da primeira etapa, o time rubro-negro soube controlar o jogo e foi para o intervalo com a vantagem no placar.

Logo no início do segundo tempo, o Rubro-Negro chegou bem ao ataque. Weliton tocou para Wallace Yan na entrada da área, que bateu para o gol, mas o goleiro fez a defesa. Com a vantagem, o time rubro-negro trocava passes com tranquilidade no campo de ataque em busca da melhor jogada.

O Botafogo, por sua vez, apostava nas roubadas de bola para descer em velocidade no contra-ataque, mas o Fla conseguia fazer a recomposição rapidamente. Aos 39’, Lucas Furtado fez uma grande defesa que evitou o gol de empate.

Nos acréscimos, o Botafogo chegou ao empate com Thalles, que girou na entrada da área e bateu rasteiro no canto: 1 a 1. Quem pensou que o jogo iria para as penalidades, se enganou! No apagar das luzes, o Mengão se mandou para o ataque e foi contemplado com um golaço de Felipe Lima, que bateu colocado no ângulo, sem chances para o goleiro: 2 a 1.

Próximo compromisso
Classificados para as quartas de final, os Garoto do Ninho enfrentam o Aster-SP na próxima sexta-feira (19), às 19h, em Osasco-SP.

Escalação
Lucas Furtado; Lucyan, Iago, João Victor e Jean Carlos; Daniel Rogério (João Victor), Caio Garcia (Germano) e Wallace Yan; Rodriguinho (Felipe Teresa), Victor Silva (Menegatti) e Weliton (Felipe Lima).
Técnico: Raphael Bahia.

Ficha técnica
Botafogo-SP 1×2 Flamengo – Oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior
Local: Estádio Municipal Prefeito José Liberatti, Osasco-SP
Data e hora: 17/01/2024 às 19h15
Arbitragem: Wilson Adalberto Silva, Leandra Aires Cossette e Alexandre Nascimento da Silva
Cartões amarelos: Carlos Eduardo (BOT), Zé Lúcio (BOT)
Gols: Daniel Rogério (17’1ºT), Thalles (46’2ºT) e Felipe Lima (51’2ºT).





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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