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Palmeiras começa preparação para encarar o Grêmio pelo Brasileiro

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O Palmeiras deu continuidade na manhã desta terça-feira (19), na Academia de Futebol, à preparação visando o duelo com o Grêmio, na quinta (20), às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No campo, os jogadores participaram, em princípio, de uma atividade de transições rápidas e contra-ataques com enfrentamentos. Na sequência, três equipes de sete componentes fizeram um trabalho técnico em dimensões reduzidas. Na parte final, alguns atletas realizaram ainda complementos físicos ou aprimoramentos de faltas e pênaltis.

A um jogo de alcançar a 60ª colocação entre os atletas com mais partidas pelo Palmeiras na história, o lateral-direito Mayke destacou a força do elenco para encarar os próximos desafios – com Luis Guilherme recuperado, o Verdão tem apenas Dudu no departamento médico e Atuesta no estágio de transição física. “Está chegando uma fase importante, então, como o Abel disse, ele vai precisar de todos os jogadores. É muito importante todos estarem disponíveis para que ele possa utilizar sempre o melhor para o Palmeiras. Tenho certeza de que não será diferente contra o Grêmio. Todos serão importantes no decorrer dos campeonatos até o final do ano”, afirmou o camisa 12.

Mayke acumula 243 jogos com a camisa do Palmeiras |Foto: Cesar Greco

O Maior Campeão do Brasil não perde para o Grêmio desde o segundo turno de 2019, somando sete partidas de invencibilidade, com dois empates e cinco vitórias nos últimos cinco confrontos. Mayke, no entanto, prega respeito ao adversário. “Será um jogo muito difícil, mais um desafio para nós. É um jogo importante para a classificação e para nos dar confiança no decorrer do ano. Será difícil, mas vamos lá para conseguir nosso objetivo, que é sempre os três pontos”, disse o lateral, antes de enaltecer também o desempenho da defesa alviverde, há oito embates sem sofrer gols (recorde na era Abel Ferreira). “Fruto de um trabalho bem feito. Estamos trabalhando bastante para manter sempre a baliza a zero e, com a qualidade da nossa equipe, buscar marcar gols. É manter esse ritmo até o final do ano”, analisou.

Multicampeão pelo Verdão, Mayke, que chegou ao Palestra Italia em 2017, contabiliza 243 partidas e sete tentos. Grande amigo de Dudu, o lateral falou também da recuperação do Baixola. “Esse é um momento difícil para o jogador, sofrer uma lesão. O começo foi complicado para ele, mas agora ele colocou a cabeça no lugar, viu que não tem jeito, já aconteceu, então é hora de focar na recuperação. Tanto eu quanto todo o elenco e o Palmeiras estão dando suporte para ele voltar mais forte ainda”, finalizou.

O Palmeiras está a um passo de se tornar o primeiro clube a atingir 700 vitórias na história do Campeonato Brasileiro (atualmente, soma 699 resultados positivos, seguido pelo São Paulo, com 697). Em índice de vitórias, o Verdão lidera com 43,78% (699 triunfos em 1527 jogos), seguido pelo São Paulo, com 43,56% (697 em 1600). E, após a rodada mais recente, alcançou a liderança também na era dos pontos corridos, com 44,65% (321 vitórias em 719 jogos), seguido pelo São Paulo, com 44,64% (358 em 802).

A equipe vencedora da atividade desta terça-feira |Foto: Cesar Greco

Coincidentemente, o Grêmio é o time que o Palmeiras mais venceu em Campeonato Brasileiro: são 36 vitórias em 76 jogos, seguido por Fluminense, com 33 em 66 jogos, e Vasco, com 30 em 61.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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