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Neymar passa em branco, mas PSG bate Saint-Étienne e mantém os 100% no Francês

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Cavani marca duas vezes e comanda vitória da equipe parisiense no estádio Parque dos Príncipes

Da Redação

 

Neymar passou em branco, não brilhou como nas duas partidas anteriores, mas o Paris Saint-Germain derrotou o Saint-Étienne por 3 a 0 nesta sexta-feira, em casa, e manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Francês. No confronto mais difícil da equipe desde a chegada do craque brasileiro, Cavani, duas vezes, e Thiago Motta marcaram para garantir o triunfo.

Foi o suficiente para o PSG chegar a 12 pontos em quatro rodadas e se isolar na liderança do Francês, ao menos de forma provisória, já que o Monaco tem nove pontos e ainda atua na rodada. O Saint-Étienne, por sua vez, perdeu a chance de manter os 100% de aproveitamento e parou nos nove pontos.

Depois de três gols e três assistências nos primeiros dois jogos pelo PSG, Neymar passou em branco nesta sexta, mas participou dos três gols. Agora, o craque e o time parisiense descansam, já que só voltam a campo no sábado da semana que vem, dia 9 de setembro, contra o Metz fora de casa, pelo Francês. No mesmo dia, o Saint-Étienne recebe o Angers.

Nesta sexta, ficou claro desde o início que o PSG não teria a mesma facilidade das outras partidas. Bem marcado pela esquerda, Neymar encontrava dificuldade para criar espaços. Mas foi quando caiu pelo meio que o brasileiro criou a jogada do primeiro gol dos donos da casa.

Aos 18 minutos, Neymar recebeu na intermediária. Com categoria, deu uma enfiada de três dedos, que ainda desviou antes de chegar a Cavani. O uruguaio dispararia para o gol, mas foi puxado por Janko. O árbitro marcou pênalti, que o próprio centroavante bateu forte para abrir o placar.

A resposta do Saint-Étienne foi rápida e somente seis minutos depois, quase saiu o empate. Maiga deu enfiada perfeita para Bamba, que aproveitou cochilo de Kimpembe e arrancou sozinho antes de bater cruzado. Areola deixou o pé e fez grande defesa.

Logo, no entanto, o PSG passou a administrar a partida, que só voltou a ganhar em emoção no segundo tempo, com o gol relâmpago dos donos da casa. Aos cinco minutos, Neymar cobrou falta para a área, Marquinhos ajeitou de peito e Thiago Motta chegou fuzilando para a rede.

A vantagem foi suficiente para o time parisiense voltar a se resguardar, esperando o Saint-Étienne, que, cauteloso, também pouco agredia. Somente na bola parada, o PSG voltou a assustar, aos 21 minutos. Di María cobrou falta de longe, ela passou por todo mundo e acertou a trave.

Sem nada a perder, o Saint-Étienne aproveitou a segunda metade da etapa final para se lançar ao ataque, mas deu espaços para os contragolpes do adversário. Aos 28, Cavani perdeu grande oportunidade após rebote da defesa. Aos 30, foi a vez de Di María ser lançado sozinho, dominar mal e desperdiçar nova chance.

Neymar era menos efetivo do que nas outras partidas, mas conduzia o setor ofensivo do PSG e encantava os torcedores com belos dribles. Sem grandes oportunidades, o brasileiro assistiu aos seus companheiros desperdiçarem os contra-ataques. Até que aos 45, ele deu ótima enfiada na direita para Meunier, que chegou cruzando para Cavani marcar de letra.

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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