Esporte
Mundo do surfe lamenta morte de promessa em ondas do furacão Irma
Esporte
Zander Venezia, de apenas 16 anos, não teve sorte ao pegar uma onda gigante em Barbados
Da Redação
Uma tragédia acometeu o mundo do surfe na última terça-feira. O jovem Zander Venezia, de apenas 16 anos, considerado uma das grandes promessas da modalidade, morreu ao tentar pegar uma onda gigante na costa leste de Barbados, sua terra natal. O acontecimento comoveu atletas e autoridades da modalidade.
“A comunidade do surfe está em choque desde terça-feira depois de tomar conhecimento de que um de seus filhos favoritos, Zander Venezia, de 16 anos, de Bridgetown, Barbados, morreu enquanto surfava em condições sólidas em um fundo raso perto de sua casa, em um lugar chamado Box by Box”, lamentou a Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês).
Venezia foi um dos surfistas que rumou à região leste de Barbados para aproveitar as ondas gigantes geradas pelo Furacão Irma. De acordo com os relatos dos presentes, o jovem havia acabado de celebrar “uma das melhores ondas da vida” e remava na água quando foi surpreendido por uma oscilação que o lançou para um conjunto de pedras no fundo do mar.
O corpo do jovem ainda passaria por autopsia, mas a primeira hipótese levantada foi de que Venezia sofreu uma fratura no pescoço ao ser lançado contra as pedras. Sangrando e inconsciente, ele foi retirado da água pelo irmão mais novo de John John Florence, Nathan, que também estava no local para aproveitar as ondas gigantes.
“Ele era um dos melhores amigos dos meus filhos e como um filho para mim”, contou o ex-surfista profissional e atuou instrutor da modalidade, Alan Burke, ao site Surfline. “Ele tinha acabado de falar para o Dylan (Graves, outro surfista): ‘Acabei de pegar a melhor onda da minha vida’. Me sinto vazio, estamos confusos aqui.”
Outro que lamentou a morte do jovem foi Kelly Slater. O surfista multicampeão revelou ser amigo da família e utilizou sua página no Instagram para postar uma foto sua ao lado de Venezia, então com cinco anos, tirada em 2006, antes de estender seu luto aos pais do adolescente.
“Para todos, você era tão bom amigo quanto surfista. Obrigado pelo impacto que você teve naqueles que estiveram ao seu redor durante sua vida, com alegria e propósito. E obrigado por tirar esta foto comigo quando você tinha cinco anos. Vou te estimar para sempre. Louis Venezia (pai de Zander), meus pêsames não vão mudar nada. As palavras não são suficientes para sua família e a perda de um filho. O luto sentido por muitos se estende ao trabalho que vocês fazem pelo surfe. Muito amor à minha família de Barbados”, escreveu.
Fonte: Estadão Conteúdo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política6 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política6 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política5 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política6 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Política5 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades6 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Cidades4 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política6 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login