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Medina é tricampeão da etapa da França e volta a brigar pelo título

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Aproveitando a intimidade que tem com as ondas de Hossegor, brasileiro venceu na final o havaiano Sebastian Zietz

Da Redação

 

Gabriel Medina renasceu na temporada 2017 do Circuito Mundial de Surfe. Aproveitando toda a intimidade que tem com as ondas de Hossegor, o surfista brasileiro faturou a etapa da França neste sábado ao vencer na final o havaiano Sebastian Zietz. Com seu primeiro título em etapa neste ano, o campeão mundial de 2014 entrou na briga pelo troféu da temporada.

Medina venceu a etapa francesa pela terceira vez na carreira. Foi ainda vice-campeão em 2013 e no ano passado nas ondas que conhece como poucos. O triunfo deste sábado levou o brasileiro para a terceira colocação do campeonato, com 40.750 pontos, atrás apenas do havaiano John John Florence, novo líder da temporada, que tem 49.900, e do sul-africano Jordy Smith, com 47.600 pontos.

A reação do brasileiro vem em boa hora no campeonato. Faltam apenas duas etapas para o fim da temporada: em Peniche, em Portugal, e Pipeline, no Havaí. A disputa portuguesa já tem início marcado para o dia 20 deste mês. E as ondas de Pipeline só serão surfadas em dezembro.

A disputa neste sábado teve início com a repescagem, que tinha a presença de Caio Ibelli, superado pelo norte-americano Kolohe Andino por 14,94 a 11,96. Com a queda de Ibelli, o Brasil ficou com apenas dois representantes na etapa: Medina e Miguel Pupo, ambos nas quartas de final.

Pupo, que havia eliminado os compatriotas Filipe Toledo e Adriano de Souza, o Mineirinho, caiu neste sábado diante do havaiano Sebastian Zietz por 15,93 a 14,10. Pela mesma fase, John John despachou o experiente Mick Fanning por 19,67 a 10,67.

Medina, por sua vez, arrasou o australiano Joel Parkinson pelo contundente placar de 15,20 a 1,20. Na semifinal, o brasileiro teve um desafio bem mais complicado pela frente. Duelou contra John John, o atual campeão mundial. E, com uma ligeira vantagem, levou a melhor, por 16,40 a 16,00. Na outra semi, Zietz superou Andino por 16,26 a 14,00.

Na final da etapa, Medina manteve o embalo e exibiu maior facilidade para desbancar Zietz por 16,00 a 9,30.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Damien Poullenot/AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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