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Liga espanhola pede para Uefa investigar gastos do Manchester City

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Time inglês gastou R$ 895 milhões na janela de transferências

Da Redação

 

A liga espanhola de futebol, La Liga, quer que a Uefa investigue os gastos realizados pelo Manchester City e expanda sua recém-aberta apuração sobre se o Paris Saint-Germain violou as regras do Fair Play Financeiro da entidade.

O presidente da liga espanhola, Javier Tebas, disse em um comunicado enviado à agência de notícias The Associated Pressione nesta segunda-feira, que o PSG, de propriedade de um fundo estatal do Catar, e o City, financiado por Abu Dabi, estão se beneficiando de auxílios estatais que distorcem as competições europeias e “prejudica irremediavelmente a indústria do futebol”.

Tebas escreveu cartas separadas ao órgão gestor do futebol europeu em 22 de agosto solicitando investigações sobre o Manchester City e o PSG. A Uefa disse na última sexta-feira que examinaria se o PSG estava violando as regras projetadas para controlar gastos excessivos pelos principais clubes europeus. Tebas quer que a entidade vá além disso e olhe para o “histórico de não-conformidade do PSG”.

City e PSG gastaram centenas de milhões de dólares na janela de transferência que fechou na semana passada, e a liga espanhola afirma que os times se “beneficiam de patrocínios que não têm sentido econômico e não têm qualquer valor justo” para ajudá-los a cumprir o Fair Play Financeiro.

Em última análise, no caso de violação das regras, os clubes podem ser proibidos de jogar a Liga dos Campeões ou a Liga Europa. “O financiamento do PSG e da Man City por auxílio estatal distorce as competições europeias e cria uma espiral inflacionária que está prejudicando irreparavelmente a indústria do futebol”, disse Tebas. “A Uefa deve impor os regulamentos do FFP (Fair Play Financeiro, em inglês) para evitar a discriminação entre os clubes”.

Em 2014, o PSG e o City foram os principais alvos da primeira rodada de sanções da Uefa. Ambos tiveram deduzidos 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 75 milhões, na cotação atual) da premiação da Liga dos Campeões e receberam limitações sobre seus gastos e seu elenco para os jogos na competição.

Naquela oportunidade, juízes da Uefa disseram ao PSG que um acordo de patrocínio com a autoridade de turismo do Catar foi inflado acima do valor justo de mercado para ajudar o clube a cumprir com as regras. Foi apenas em abril que a Uefa declarou que o PSG tinha cumprido suas obrigações em um escrutínio contínuo mais rigoroso.

Mas Tebas disse que o City e o PSG ainda estão tentando descumprir as regras da Uefa. “O PSG é um descumpridor habitual e violou o regulamento de Fair Play Financeiro da Uefa por anos. É importante que a Uefa não apenas veja as transferências de jogadores mais recentes, mas o histórico de descumprimento do PSG. As transferências são apenas o resultado de anos de doping financeiro no PSG”.

O painel de monitoramento das finanças dos clubes da Uefa interveio na semana passada para abrir uma nova investigação sobre o PSG depois que o clube francês quebrou o recorde mundial em uma transferência ao pagar 222 milhões de euros (R$ 831 milhões) ao Barcelona por Neymar. Na última quinta-feira, assinou com Kylian Mbappe, do Monaco. O City foi o clube que mais investiu na última janela de transferências, ultrapassando a cifra de 220 milhões de libras (R$ 895 milhões) na aquisição de jogadores como Kyle Walker (Tottenham) e Benjamin Mendy (Monaco).

Durante o período de três anos de avaliação do Fair-Play Financeiro que vai até 2018, os clubes podem ter um prejuízo de até 30 milhões de euros (R$ 112 milhões). Para evitar superar esse valor, de acordo com Tebas, PSG e City estão inflando seus rendimentos usando o patrocínio de empresas apoiadas pelo Estado.

O City foi adquirido em 2008 pelo xeque Mansour, que é membro da família governante de Abu Dabi. O clube é patrocinado por várias empresas estatais: Etihad Airways, a Autoridade de Turismo e Cultura de Abu Dabi, Aabar, Etisalat e o First Gulf Bank.

O PSG foi comprado em 2011 pelo Qatar Sports Investment. Seus patrocinadores do Catar são Ooredoo, Qatar National Bank, Aspire Academy, Aspetar, Katara, BeIN Sports e a Autoridade de Turismo do Catar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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