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Líder do returno, Avaí cresce com aposta na defesa e surpreende no Brasileirão

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Diretoria aposta na continuidade do técnico Claudinei Oliveira para escapar da degola

Da Redação

 

Em Florianópolis, o Avaí é um clube conhecido por seus feitos improváveis. Na cidade há até uma expressão local que explica a mística sobre o time da Ressacada: “esse Avaí faz coisas”. Pois a equipe de Claudinei Oliveira vem surpreendendo no segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Passadas quatro rodadas, ninguém pontuou mais que o clube catarinense, invicto com três vitórias e um empate. A última delas veio no último domingo, contra o Sport, com o placar magro de 1 a 0, na Ilha do Retiro. O resultado foi suficiente para tirar a equipe da zona de rebaixamento, lugar que ocupou por 96 dias. Sua posição atual é a 14ª, com 28 pontos, mas o técnico acredita que a arrancada não deve parar por aí. “Vamos buscar o título do segundo turno. Isso pode não valer nada, mas pra gente é um marco e representa muito”, disse Claudinei após o jogo no Recife.

O treinador ex-Santos demonstrou no ano passado que tem capacidade de tirar o máximo de seus atletas. Depois de assumir o Avaí em situação difícil na terceira rodada do returno da Série B, ganhou 12 jogos e empatou quatro, garantindo o vice-campeonato e a vaga na primeira divisão.

Na campanha desse ano, o clube catarinense empatou com grandes, como Flamengo, Corinthians e Santos e bateu fora de casa Botafogo e Grêmio, todas equipes que brigam no topo da tabela. Mas o time demorou a engrenar e até a nona rodada tinha perdido todos os cinco jogos fora de casa. O próprio Claudinei balançou no cargo na 18ª rodada, quando o time perdeu por 5 a 0 para o Atlético-PR. Foi o divisor de águas.

A diretoria resolveu dar um voto de confiança e desde então a equipe não perdeu mais. Como recompensa, o técnico teve o contrato renovado na última semana para continuar lutando pela permanência na elite nacional. A fórmula, segundo ele, é a consistência tática e defensiva e a efetividade no ataque, que tem aproveitado as poucas chances que surgem.

“A característica da nossa equipe é saber sofrer. Sem a bola tem um comprometimento tático muito bom, compacto, com bloqueios de cruzamentos e finalizações. Por outro lado, quando tem a bola, mantém o equilíbrio e espera pela chance de finalizar”, analisou.

Com a postura mais defensiva, o time saiu 11 vezes de campo sem sofrer gols na competição. Foram quatro empates em 0 a 0, cinco vitórias por 1 a 0 e em duas oportunidades venceu pelo placar de 2 a 0. Placares modestos que colocam o time como o pior ataque entre os 20 clubes, com apenas 14 gols feitos.

Esse desempenho não parece abalar a confiança de Claudinei, que aposta no elenco mesclado com jovens e jogadores experientes, como os meias Marquinhos e Juan (ex-Flamengo e São Paulo) e o zagueiro Betão (ex-Corinthians) e o lateral-direito ex-seleção Brasileira Maicon, que vem sendo pouco aproveitado.

Na visão do treinador, o principal desafio agora é manter a boa fase, diante de uma sequência difícil, contra o Atlético-MG, em casa, e o Flamengo, fora. “Agora temos que nos cobrar ainda mais. A responsabilidade só aumenta. Temos que manter o fogo. Eu tenho orgulho de comandar esta equipe. Os caras estão querendo, a entrega deles, determinação, vontade, estão superando qualquer dificuldade que possamos ter”, elogiou.

A próxima partida, contra a equipe mineira, será na Ressacada, no domingo, às 11 horas. A promessa é de casa cheia para ver o Avaí continuar a fazer das suas. E que ninguém duvide.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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