ATLETAS NACIONAIS
Jovens de Mato Grosso participam do Campeonato Estadual de Atletismo Sub-20
Patrocinado pela Secel, evento esportivo reúne atletas em disputas por índices para competições nacionais
Esporte
O Campeonato Estadual Loterias Caixa de Atletismo Sub-20 abriu a temporada mato-grossense de atletismo neste sábado (18.03) e domingo (19.03), no Centro Olímpico de Treinamento (COT/UFMT), em Cuiabá. Realizado pela Federação de Atletismo de Mato Grosso (FAMT), com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o evento esportivo reuniu atletas de vários municípios em disputas pelos índices para participação em competições nacionais.
Para o presidente da FAMT, Tomires Lopes, o apoio do Governo do Estado, por meio da Secel, é fundamental para os avanços conquistados pelo atletismo de Mato Grosso. “Além de termos muitos atletas contemplados com bolsas de auxílio mensal do projeto Olimpus, contamos também com o suporte do Estado para a realização dos eventos que possibilitam o acesso e boas colocações de nossos esportistas em competições nacionais e internacionais”, destaca Tomires.
Fez parte ainda da programação do fim de semana a Etapa Estadual de Atletismo Sub-15, evento preparatório para os Jogos Escolares Mato-grossenses. Já na categoria Sub-20, os atletas buscam os índices para o Campeonato Brasileiro de Atletismo, realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT).
Ao todo, mais de 400 atletas participaram das duas competições, representando clubes dos municípios de Araputanga, Barra do Garças, Cuiabá, Itaúba, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Várzea Grande.
As competições contaram com disputas nas provas de arremesso de peso, salto em altura, lançamentos de dardos e de martelo, corridas de velocidade e com barreiras, salto em altura, salto em distância, heptatlo e decatlo.
O acesso ao local das competições foi gratuito e aberto ao público. No sábado (18.03), o evento esportivo ocorreu das 7h às 12h e das 15h às 18h; e no domingo (19.03) até às 12h.
FONTE SECOM MT
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Cidades2 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política3 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Cidades2 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política2 dias atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política3 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política2 dias atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção
-
Política21 horas atrásMP visa combate à fome de populações afetadas por mudanças climáticas
-
Cidades1 dia atrás“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro

