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Internacional vence o Vasco por 2 a 1 em partida que mantém equipe carioca na zona de rebaixamento

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O Vasco enfrentou o Internacional na noite desta quinta-feira (26.10), no jogo da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. No estádio de São Januário, o Internacional venceu por 2 a 1, com gols de Maurício e Valencia, enquanto Alex Teixeira descontou para o Vasco.

Essa foi a segunda derrota consecutiva do Vasco no campeonato, deixando a equipe com 30 pontos e na zona de rebaixamento. Por outro lado, o Internacional se distanciou da ameaça de rebaixamento e sonha com uma vaga nas competições sul-americanas.

Na próxima rodada, ambos os times jogam no domingo. O Vasco enfrenta o Goiás, em um confronto direto contra o rebaixamento, às 16 horas, na Serrinha. Já o Internacional receberá o Coritiba às 18h30, no Beira-Rio.

O Vasco começou o jogo com muita energia e pressionando o Internacional em seu próprio campo, contando com o apoio da torcida que lotou São Januário. Aos quatro minutos, quase marcaram um gol em uma boa jogada pela direita. Porém, o Internacional conseguiu resistir à pressão e, aos poucos, começou a criar oportunidades de contra-ataques aproveitando os espaços deixados pelo Vasco.

Aos 19 minutos, o Internacional abriu o placar com um belo gol de Maurício, que aproveitou um passe de Valencia dentro da área. Três minutos depois, o Internacional marcou novamente, mas o gol foi anulado por impedimento. O Vasco teve dificuldades para penetrar na defesa do Internacional e foi o Inter que esteve mais perto de ampliar o placar, com uma boa chance de Valencia aos 43 minutos, que foi defendida pelo goleiro do Vasco.

No segundo tempo, o Vasco demonstrou mais disposição em busca do empate, pressionando o Internacional. Aos 11 minutos, quase marcaram um gol com Vegetti de cabeça, mas o goleiro do Internacional fez uma grande defesa. No entanto, em um contra-ataque eficiente, o Internacional marcou seu segundo gol, com Valencia.

Apesar da desvantagem, o Vasco continuou lutando em busca do gol e conseguiu diminuir o placar aos 39 minutos, com um gol de cabeça de Alex Teixeira. Nos minutos finais, o Vasco pressionou em busca do empate, mas foi prejudicado pelas expulsões de Paulinho e Erick Marcus, o que deixou a equipe com dois jogadores a menos em campo, impossibilitando uma reação.

No geral, foi uma partida em que o Internacional foi eficiente nas oportunidades que teve, enquanto o Vasco teve dificuldades em criar chances de gol e teve problemas disciplinares que prejudicaram sua performance no final do jogo.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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