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Internacional vence Aimoré pela 10ª rodada do Campeonato Gaúcho

O resultado apertado e suado, pelo menos, serviu para recolocar o time na zona de classificação das semifinais.

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Foto: Ricardo Duarte/Internacional

O Internacional venceu o Aimoré, por 1 a 0, no último domingo (06), no estádio Beira-Rio, pela 10ª rodada do Campeonato Gaúcho. O resultado apertado e suado, pelo menos, serviu para recolocar o time na zona de classificação das semifinais.

Com 15 pontos, o Internacional é o terceiro colocado, atrás do rival Grêmio, com 18, e do líder Ypiranga, com 21, porém, com um jogo a mais 10 a 9 do que a dupla Gre-Nal. O Aimoré segue com 11 pontos, em nono lugar, indo para a última rodada ainda ameaçado pelo rebaixamento. Ele encerra sua participação no próximo sábado, diante do São Luiz, no estádio Cristo Rei.

A torcida vaiou o Internacional durante todo o jogo, como se fosse um desabafo pelo vexame do meio de semana, quando o Internacional foi eliminado da Copa do Brasil pelo modesto Globo-RN, que disputa a Série D do Brasileiro. O time sentiu a pressão, errou muitos passes e apenas correu.

Na verdade, quem mais se fez notar no estádio foi a torcida, que vaiou o time desde o aquecimento antes do jogo. A insatisfação foi direta com gritos de raça e mercenários. Durante o jogo dois jogadores foram os mais visados: o volante Edenilson e o zagueiro Victor Cuesta, justamente, os mais veteranos do time. Eles eram vaiados quando pegavam na bola.

As torcidas organizadas protestaram antes do jogo e deixaram o Beira-Rio após os primeiros minutos de bola rolando. E no segundo tempo, muitos torcedores deixaram seus lugares e foram embora, mostrando a indignação pela pobreza de futebol apresentado nesta temporada.

Tantos protestos podem gerar uma reviravolta no departamento de futebol do Internacional, tão cobrado também pela exigente imprensa gaúcha. O primeiro passo foi a demissão do executivo Paulo Bracks. O técnico uruguaio Alexander Medina segue balançando, mas, talvez, consiga uma sobrevida até o Gre-Nal da próxima quarta-feira, às 21 horas, adiado da nona rodada devido a confusão causada pela torcida do Inter que atirou pedras na delegação do Grêmio.

O gol da vitória foi marcado por David, o seu primeiro pelo clube, ainda no primeiro tempo. Mas nem houve comemoração. Para os colorados, neste momento, não existe nada para comemorar, mas, apenas para lamentar. O futuro do time parece sombrio.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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